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Pedro Wilson assume Iphan em Goiás

A escolha já havia sido anunciada por petistas goianos há mais de 15 dias, mas a demora na nomeação ocorreu por atraso na providência de documentos

Modificado em 19/09/2024, 00:27

Ex-prefeito e ex-deputado Pedro Wilson

Ex-prefeito e ex-deputado Pedro Wilson (Fábio Lima)

O ex-prefeito de Goiânia e ex-deputado federal Pedro Wilson Guimarães (PT) assumirá até segunda-feira (15) a superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Goiás. No próximo domingo ele já vai a Brasília para participar de reunião com todos os superintendentes estaduais.

A escolha já havia sido anunciada por petistas goianos há mais de 15 dias, mas Pedro Wilson diz que a demora na nomeação ocorreu por atraso na providência de documentos.

O cargo estava sendo ocupado interinamente por Renata Barros, que assumiu o lugar de Allysson Cabral, cuja indicação - feita pelo deputado federal Professor Alcides Ribeiro (PL) -
gerou polêmica no governo de Jair Bolsonaro (PL) pela falta de qualificação e experiência na área.

Advodado, sociólogo e professor universitário, Pedro Wilson também foi vereador de Goiânia. Ele conta que foi convidado inicialmente para cargo no Ministério da Agricultura, mas não entende ter qualificação para a área.

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Caiado sobre Bolsonaro réu: "Ele não está fora do jogo de 2026"

Governador cita caso de Lula como exemplo de volta ao poder após condenação e diz que ex-presidente é 'peça importante' na disputa eleitoral

Governado de Goiás, Ronaldo Caiado (UB)

Governado de Goiás, Ronaldo Caiado (UB) (Fábio Lima)

Ao comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de tornar Jair Bolsonaro réu por tramar golpe, o governador Ronaldo Caiado (UB) disse nesta quarta-feira (26) que o ex-presidente "não está fora do jogo de 2026". "Haverá todo um período ainda do processo, com prazo para recursos, e da mesma maneira que Lula pôde competir, os advogados dele vão atuar nesse sentido. Então está cedo para dizer que ele está fora. É uma peça importante do processo", afirmou.

Questionado se concorda com a declaração de Bolsonaro de que há "uma ditadura do Supremo" no Brasil, Caiado afirmou que não rotula os Poderes. "É claro que há um descontentamento por parte dele com o andamento do processo, mas não acredito que seja ditadura. Ele deve ter direito a ampla defesa. Eu não rotulo um Poder de maneira nenhuma como democrata que sou."

O governador reafirmou a defesa de anistia aos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro e se recusou a responder a pergunta se concederia indulto a Bolsonaro em caso de condenação e se fosse eleito presidente da República. Caiado também voltou a repetir que lançará sua pré-candidatura à Presidência em evento em 4 de abril, em Salvador (BA), e que percorrerá os Estados em seguida para se colocar como opção para 2026.

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Caiado confirma Adib Elias no governo

Em visita a Catalão, governador disse que ex-prefeito assumirá pasta depois do Carnaval

Modificado em 25/02/2025, 23:04

Caiado confirma Adib Elias no governo

(Foto: Redes Sociais)

Em visita a Catalão (Região Sudeste de Goiás) nesta terça-feira (25), o governador Ronaldo Caiado (UB) confirmou a nomeação do ex-prefeito Adib Elias (MDB) para cargo no governo, depois do Carnaval. Apesar de Caiado não ter citado a pasta, o emedebista afirma que será mesmo a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra).

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Antes de viajar à Índia, no início do mês, o governador já havia conversado com o emedebista, quando sinalizou a nomeação, como mostrou o POPULAR no dia 7. "Vou dar uma folga para ele agora no Carnaval, mas daí pra frente vai ficar sob a tutela do governador Ronaldo Caiado. Estará lá batendo o ponto me ajudando a governar o Estado", disse o governador em discurso no evento.

Adib afirmou que trabalhará para "entregar o máximo de obras possível" até o final do mandato do governador e minimizou as resistências. No início do mês, o atual titular da Seinfra, Pedro Sales, que acumula o cargo com a presidência da Agência de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), havia afirmado que "substituições em um momento estratégico como este (de reta final do governo Caiado e de prioridade para resultados na infraestrutura) podem gerar descontinuidade e comprometer entregas".

"Não tenho nenhuma dificuldade com o Pedro Sales. Somos amigos, temos respeito um pelo outro e vamos atuar de forma conjunta", diz o ex-prefeito, acrescentando que respeitará o cronograma já programado de licitações de obras do governo.

O governador e Adib participaram de evento de assinatura do acordo de cooperação técnica entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), a prefeitura e a Universidade Federal de Catalão (Ufcat), para viabilizar a transformação do Hospital Regional de Catalão em Hospital Universitário. O ministro da Educação, Camilo Santana, participou da solenidade.

Na última segunda-feira (24), Caiado também enviou o nome do ex-prefeito de Goianira Carlos Alberto Oliveira, o Carlão da Fox (UB), para o Conselho de Administração da Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa).

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Prefeitura aprova repasse de R$ 190 milhões à Comurg

Plano será apresentado agora ao MP e TCM para respaldo à operação

Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg)

Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) (Diomício Gomes / O Popular)

O Comitê de Controle de Gastos da Prefeitura de Goiânia aprovou nesta quinta-feira (20) o plano de reestruturação e recuperação financeira da Companhia de Urbanização do município (Comurg), que prevê repasse de R$ 190 milhões à empresa.

Segundo o documento apresentado pela direção da companhia, R$ 100 milhões vão para acertos trabalhistas para demissão de 692 empregados aposentados; R$ 45,3 milhões para precatórios e requisições de pequeno valor (RPVs); e R$ 45,2 milhões para compensação de déficit operacional (despesas correntes).

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O plano prevê repasse de R$ 27 milhões ainda neste mês e R$ 30,5 milhões em março. No segundo semestre, o aporte reduz a R$ 9 milhões mensais até chegar a R$ 7 milhões em dezembro. Segundo o documento, em agosto deste ano, a empresa já terá superávit nas despesas correntes, por conta dos recursos do município.

Já a partir do segundo semestre de 2026, a companhia projeta que passará a ser sustentável, alcançando superávit sem a dependência de recursos extras do Executivo.

A reestruturação da Comurg representa uma oportunidade decisiva para romper com seu histórico de inoperância e corrupção, promovendo uma transformação que fortaleça sua viabilidade operacional e financeira", diz o documento, assinado pelo presidente da companhia, coronel Cleber Aparecido Santos.

O plano será apresentado ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO) na sexta-feira (21) e depois ao Ministério Público (MP-GO), em audiência ainda a ser agendada.

O comitê que aprovou o plano é composto pelos titulares das Secretarias da Fazenda e de Administração, Controladoria Geral e Procuradoria Geral do Município. A Prefeitura considera que o aporte não precisa ser aprovado pela Câmara de Goiânia.

Veja abaixo a previsão de repasses da Prefeitura à Comurg:

  • Fevereiro R$ 27.000.000,00
  • Março R$ 30.500.000,00
  • Abril R$ 28.500.000,00
  • Maio R$ 26.000.000,00
  • Junho R$ 26.000.000,00
  • Julho R$ 9.000.000,00
  • Agosto R$ 9.000.000,00
  • Setembro R$ 9.000.000,00
  • Outubro R$ 9.000.000,00
  • Novembro R$ 9.000.000,00
  • Dezembro R$ 7.000.000,00
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    Mabel diz que demissões na Comurg podem chegar a 2,5 mil

    Prefeito afirma que, além dos aposentados, cerca de 1,3 mil efetivos "que não trabalham" devem ser dispensados

    Prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB)

    Prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB) (Diomício Gomes / O Popular)

    O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), disse nesta quarta-feira (12) que o número de demissões na Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) pode chegar a 2,5 mil, que representam cerca de metade dos empregados que atuam hoje na empresa. A conta inclui até 1,2 mil aposentados cuja demissão foi revelada pela reportagem em 30 de janeiro, e outros 1,3 mil que "não trabalham", segundo o prefeito.

    Mabel afirmou, no entanto, que as demissões ocorrerão aos poucos e não haverá necessidade de aumento do aporte de R$ 100 milhões previstos para os acertos trabalhistas com aposentados. Segundo ele, com os cortes realizados e a execução do plano para equilibrar as contas neste primeiro semestre, a companhia terá recursos suficientes para as demais dispensas ao longo dos próximos meses.

    "Não é um número exato, mas um levantamento inicial. E não vai sair tudo de uma vez. Mas tem alguns casos absurdos que já vamos tirando prioritariamente. Temos cuidado para não cometer injustiças, mas quem não trabalha não vai ficar. É um critério simples", disse Mabel a reportagem, completando que, em alguns casos, os próprios empregados já estão pedindo demissão.

    Ele garante que há respaldo jurídico para a dispensa de efetivos, em caso da justificativa de não exercer adequadamente suas funções. A Comurg já teve casos em que servidores foram demitidos e conseguiram retornar por decisão judicial.

    A folha de janeiro da companhia aponta pagamentos salariais a 4.747 efetivos e 517 comissionados. A maioria dos comissionados, no entanto, foi demitida e só recebeu proporcionalmente ao período trabalhado. Segundo a direção, em balanço do fim de janeiro, ficaram 115 comissionados. Mabel disse que também solicitou maior redução nesses cargos sem vínculo.

    Outros 1,42 mil empregados estão cedidos a outros órgãos, sem ônus para a Comurg.

    A companhia ainda não esclareceu se o número de aposentados chega a 1,2 mil. Levantamento inicial apontava de 800 a 1,2 mil. Os dirigentes sindicais que representam servidores falam em número menor, de cerca de 400.

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