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Por pandemia do coronavírus, Elizabeth II cancela celebração de aniversário

Salva pública de tiros de canhão será suspensa pela primeira vez em 68 anos de reinado

Modificado em 24/09/2024, 05:08

Rainha Elizabeth

Rainha Elizabeth (Reprodução / Instagram @theroyalfamily)

Por conta da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), a rainha Elizabeth II cancelou todas as comemorações públicas de seu aniversário de 94 anos, celebrado na próxima terça-feira (21).

Por conta disso, a salva pública de tiros de canhão será suspensa pela primeira vez em 68 anos de reinado. Segundo a rainha, o momento "não é apropriado" para celebrações. Além dos tiros, a soberana retirou a obrigação de hastear as basteiras em cerimônias tradicionais para "não criar problemas".

Elizabeth II passará seu aniversário no Castelo de Windsor, onde está isolada desde o dia 19 de março - cinco dias antes do isolamento obrigatório ter sido instituído no país por conta da pandemia.

O Reino Unido é um dos mais atingidos pela Covid-19, com 15.464 vítimas registradas - um aumento de 888 na comparação com os dados desta sexta-feira (17). Ao todo, 114.217 contraíram o vírus, uma alta de 5.526 em apenas 24 horas.

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Covid 5 anos: sequelas da pandemia seguem vivas

Em 26 de março de 2020, morria a primeira vítima do coronavírus em Goiás. Viúvo e filhas de Maria Lopes ainda choram a perda devido à doença que devastou centenas de milhares de famílias no Brasil

Irmãs Iara e Sandra celebram a vida de seu pai, Paulo Alves de Souza, 1º paciente do HCamp na pandemia (Wildes Barbosa / O Popular)

Irmãs Iara e Sandra celebram a vida de seu pai, Paulo Alves de Souza, 1º paciente do HCamp na pandemia (Wildes Barbosa / O Popular)

Cinco anos depois, ainda é difícil aos familiares de Maria Lopes de Souza recordar o momento de sua partida após a infecção pelo Sars-CoV-2, que por muito tempo foi chamado de "novo coronavírus", surgido na China. A técnica de enfermagem aposentada, então com 66 anos, moradora de Luziânia, município do Entorno do Distrito Federal, foi a primeira vítima fatal da Covid-19 em Goiás. Naquele 26 de março de 2020, o Brasil já registrava 76 mortes, mas ainda havia um cenário de incertezas. No Estado, as autoridades de saúde buscavam respostas para delinear a melhor forma de atendimento à população. A perplexidade pairava Brasil afora.

A assistente social Sandra de Souza, 46, filha caçula de Maria Lopes, busca na memória os dias que antecederam a morte da mãe. "Estávamos com muito medo, as escolas tinham parado de funcionar e nós orientamos nossos pais a ficarem isolados na fazenda, sem receber ninguém." No dia 13 de março, o Decreto 9.633/2020 definiu a situação de emergência na saúde pública em Goiás e a partir daí vieram sucessivos decretos determinando isolamentos. Sandra conta que no final da primeira quinzena de março a mãe foi a uma igreja. "Acreditamos que foi o local da contaminação, porque ela não saía de casa."

O mal-estar respiratório de Maria e do marido Paulo Alves de Souza, então com 72 anos, alertou os filhos. "Pensamos em pneumonia, mas estranhamos porque ficaram doentes juntos", relata Sandra. Levaram o casal a uma unidade de pronto atendimento (UPA), onde foi medicado. Como a febre de Maria não cedeu, ela se dirigiu a um hospital privado de Luziânia e o médico a encaminhou para a UPA do Jardim Ingá, por entender que a unidade pública estaria mais preparada para casos daquele vírus desconhecido. "Ela ficou na sala vermelha e lá não tinha tomografia. Minha irmã a levou para um hospital particular de Valparaíso e o exame deu sugestivo de Covid", lembra a filha.

Maria Lopes de Souza: vítima da doença e do negacionismo (Divulgação)

Maria Lopes de Souza: vítima da doença e do negacionismo (Divulgação)

"Foi aterrorizante. Cinco anos depois é difícil falar nisso. Enquanto tentávamos entender o que estava acontecendo, agarrados a qualquer fio de esperança, o que recebíamos era desinformação. Diziam que era exagero, que era só uma "gripezinha" e que o medo era infundado." Maria Lopes foi transferida para Goiânia e internada no Hospital de Doenças Tropicais (HDT), então a unidade referência para atender infectados pelo novo coronavírus. Ela morreu na madrugada do dia 26, um dia após a internação. As autoridades de saúde anunciaram o óbito ressaltando que se tratava de uma paciente com comorbidades.

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Ao saber da morte da mulher, Paulo começou a passar mal e foi levado para a UPA do Jardim Ingá e de lá para Goiânia, tornando-se o paciente inaugural do primeiro Hospital de Campanha (HCamp) para enfrentamento da nova doença, montado em 14 dias no antigo Hospital do Servidor Público, que nunca tinha funcionado. "Era tudo novo e foi muito sofrido para a família. As pessoas evitavam contato conosco. Não passavam na calçada de nossas casas. Até parentes tinham receio. Na época, eu não conseguia falar no assunto", lembra a filha. Paulo ficou internado por seis dias. Sua alta foi muito comemorada pelos servidores, mas psicologicamente o motorista aposentado estava devastado.

"Ele se recuperou rapidinho, mas ficou depressivo. Até hoje, quando toca no assunto, chora", afirma a filha. Paulo não ficou com sequelas da Covid-19 e, aos 77 anos, continua morando na propriedade rural da família. Ele e Maria tiveram três filhos (Iara, Luis Carlos e Sandra), nove netos e dois bisnetos. "Há cinco anos, a Covid-19 mudou o mundo. Para nós, é uma mudança que tem nome, tem rosto e tem ausência. Nossa mãe é uma das vítimas dessa doença que muitos insistiram em negar. A nossa perda não foi só um número. Foi um vazio que nunca mais se preencheu. O que dói não é só a perda, mas a maneira como tudo aconteceu. Além da dor de ver quem a gente ama partir, tivemos que enfrentar o peso da negação, do descaso e da mentira."

Para enfrentar o luto, Sandra decidiu homenagear a mãe criando dois perfis em redes sociais -- @oamorquefica -- que, juntos, somam 1 milhão de seguidores. Neles, além de amor, ela fala de ausência e de resiliência. "A dor persiste, a saudade sufoca e a revolta ainda arde. Nossa mãe não foi só uma estatística, foi amor, foi história e foi vida. Ela foi tirada de nós por um vírus e por um sistema que preferiu fechar os olhos para a verdade", enfatiza.

Relações desfeitas pelo vírus

Marcada pela dor, a história de Maria e Paulo Lopes de Souza, até então um anônimo casal de Luziânia, se soma a muitas outras que vieram depois. No dia 12 de março, data em que o Brasil registrou a primeira morte por Covid-19, o músico Roberto Célio Pereira da Silva, o Xexéu, vestiu uma camiseta com a inscrição "Cláudia-se" para uma de suas apresentações. Foi a forma que encontrou para homenagear a afilhada e amiga Cláudia Garcia, cantora que morreu aos 49 anos no dia 26 de fevereiro de 2021. "Hoje chorei muito", contou ao POPULAR. Cláudia foi aliada de Xexéu na criação do projeto Adote a Arte que forneceu alimentos e material de limpeza ao pessoal da cultura que ficou sem trabalho durante a pandemia.

O músico Xexéu mostra no celular a foto com a amiga e cantora Cláudia Vieira, vítima da Covid-19 em fevereiro de 2021 (Diomício Gomes / O Popular)

O músico Xexéu mostra no celular a foto com a amiga e cantora Cláudia Vieira, vítima da Covid-19 em fevereiro de 2021 (Diomício Gomes / O Popular)

Xexéu e a mulher Daniela foram contaminados. Ele chegou a ficar internado com 50% do pulmão comprometido e caiu em tristeza profunda após a morte de Cláudia Garcia. Mas não deixou seu propósito esmorecer. Mobilizou amigos e fez a diferença, assim como outros colegas do meio cultural, entre eles o músico Carlos Brandão e o artista circense Maneco Maracá, que também lideraram iniciativas semelhantes. "Estimo que 15 mil cestas tenham sido distribuídas pelo Adote a Arte no auge da pandemia e depois", afirma. Xexéu lembra ainda que os artistas foram uma espécie de agentes de saúde naquele período tenebroso. "As lives -- apresentações online -- salvaram muita gente da depressão."

Quase dez meses após Goiás ter sido apresentado oficialmente à pandemia e suas consequências sanitárias, econômicas e emocionais, a capital passou por um momento espinhoso. Aos 71 anos, o ex-governador Maguito Vilela morreu no dia 13 de janeiro de 2021 em decorrência das sequelas da Covid. Em agosto do ano anterior, o político havia perdido duas irmãs em Jataí para a doença. Maguito já estava internado quando foi eleito para administrar Goiânia com 52% dos votos no segundo turno das eleições de 2020. Tomou posse de forma virtual e se licenciou do cargo. A gestão da capital pelos quatro anos seguintes ficaria a cargo do vice, Rogério Cruz.

No tribunal

A técnica judiciária Ariony Chaves de Castro, responsável pelo centro de memória do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), fez da dor uma catarse. Em outubro de 2020, ela viu a Covid levar a cunhada, o irmão, os sogros dele. Em 2021, perdeu a irmã. "O Tribunal ficou fechado, mas trabalhei todos os dias. Foi o período em que mais produzi.Em alguns dias, eu sentava no chão e chorava muito. Tinha muito medo de morrer e deixar meu filho, então com 16 anos. O que me salvou foi a minha fé."

Servidora do TRT, Ariony Chaves, que perdeu 5 pessoas da familia para a Covid, fez documentário sobre a pandemia no tribunal: “O que me salvou foi a minha fé” ( Wesley Costa / O Popular)

Servidora do TRT, Ariony Chaves, que perdeu 5 pessoas da familia para a Covid, fez documentário sobre a pandemia no tribunal: “O que me salvou foi a minha fé” ( Wesley Costa / O Popular)

Ariony produziu o documentário A Repercussão da Pandemia de Covid-19 no TRT-GO, em que mostra as providências para manter o serviço jurisdicional e depoimentos de servidores e magistrados atingidos pela doença. A produção foi exibida no Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) e concorre este ano ao Prêmio CNJ do Poder Judiciário.

Foi em 2021 que foi registrado o maior número de óbitos pela doença, em razão da chegada da variante ômicron, uma mutação do coronavírus. O produtor Felipe Jorge Kopanakis acompanhou em Goiânia o sofrimento do pai de 81 anos, que ficou cinco dias intubado antes de morrer, em maio daquele ano. Ele vivia em Niterói (RJ) e colaborou na produção do filme Mulheres & Covid, assinado pela irmã Fernanda Kopanakis e Ivan de Angelis, uma parceria com a Fiocruz. Depois disso, se cadastrou na Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid (Avico). "A Covid impactou todo mundo. Fui me aprofundando no tema e vejo que um dos grandes problemas da sociedade brasileira é esquecer o passado. Houve uma onda de desinformação e mentiras, precisamos lutar contra isso."

Membro de uma organização não governamental que atua com cinema e literatura em escolas públicas às margens dos rios Guaporé, Amazonas e Negro, na Amazônia, Jorge Kopanakis conta que após a pandemia só conseguiu voltar à região em 2024. "O impacto da Covid nessas comunidades distantes foi imenso. Já existe um isolamento natural porque não têm estradas. Para chegar a Manaus, é preciso pegar uma voadora (tipo de barco comum na Amazônia) e viajar 12 horas. Ninguém chegava e as pessoas foram morrendo. Teve um professor que morreu por falta de oxigênio." O produtor pretende se dedicar a um documentário sobre vacinação. "A taxa vacinal do País caiu. Estamos negando a ciência."

IcEsporte

Esporte

Aniversariante do dia, Neymar gasta até R$ 7.000 em cada ida ao CT do Santos de helicóptero

Neymar celebra seus 33 anos nesta quinta-feira (5)

Modificado em 05/02/2025, 17:21

Neymar, ex-atacante do Al-Hilal

Neymar, ex-atacante do Al-Hilal (C.Gavelle/PSG)

O atacante Neymar, que nesta quarta-feira (5) celebra seus 33 anos, está pronto para fazer a sua estreia pelo Santos à noite, na Vila Belmiro. Porém, enquanto o jogo contra o Botafogo (SP) não chega, o craque segue treinando na Baixada Santista, para onde tem ido diariamente de helicóptero personalizado.

Não que isso seja um problema para ele, mas o trajeto de ida e volta para Santos custa, só em combustível, uma média de R$ 7.000, segundo especialistas ouvidos pela Globo.

Esse montante equivale ao preço da gasolina, que gira em torno dos R$ 8, mas são levados em consideração o tempo do trajeto, a quantidade de pessoas e o gasto de querosene. Cada trecho, portanto, equivale a cerca de R$ 3.500 de Mangaratiba (RJ) a Santos, numa viagem de até uma hora.

O helicóptero tem capacidade para dois pilotos, oito passageiros e bagagens e pode operar com instrumentos. Por ano, a manutenção da aeronave pode chegar a quase R$ 3 milhões.

Neymar já procura por uma mansão na região do Morro de Santa Terezinha. Por enquanto, ele segue em Mangaratiba (RJ), onde tem um casarão.

IcMagazine

Famosos

Baile do Donato acontece no dia 15 de novembro com muito eletrofunk em Goiânia

Modificado em 04/11/2024, 08:53

Donato prepara uma grande festa para seu aniversário

Donato prepara uma grande festa para seu aniversário (Divulgação)

Goiânia, conhecida por seu amor ao sertanejo, se prepara para ser tomada pela energia do eletrofunk no dia 15 de novembro de 2024. O Baile do Donato vai transformar a Atlanta Music Hall em palco de uma das festas mais esperadas do ano, em um evento que acontece a partir das 16h, prometendo uma mistura eletrizante de ritmos com a presença de grandes nomes da música eletrônica, funk e eletrofunk.

Entre as principais atrações estão MC Jacaré, DJ Breno Paixão, Donato no Relato, Kryscow, Infect Drop, Marcelix, MC Dreen e a animação garantida pela Deboche. A festa terá um formato inovador, mesclando elementos de música eletrônica, trap e funk, com apresentações marcantes. Por isso, desde o primeiro semestre, a organização, liderada por Donato no Relato e sua equipe da produtora CausART, tem realizado diversas ações de interação com o público.

Donato, idealizador do evento, eleva sua já tradicional festa de aniversário a outro patamar, reunindo amigos e artistas para celebrar a vida. Para 2024, quando completa 32 anos, ele está preparando o melhor show de sua carreira. Com mais de 12 singles lançados e 200 mil streams no Spotify apenas em 2024, o rapper goiano promete uma performance "épica".

Segue o baile
Além das atrações musicais, o evento oferece experiências exclusivas em áreas VIP e camarotes. O Lounge Camarote Premium garante uma visão privilegiada do palco, bebidas inclusas e atendimento personalizado. Já o Lounge Frente do Palco e a Área VIP oferecem conforto e sofisticação, com acesso exclusivo ao estacionamento e serviços especiais como salão de beleza e área de descanso.

O Baile do Donato também se preocupa com a segurança dos participantes. O estacionamento próprio da Atlanta Music Hall contará com vigilância 24 horas e equipe de segurança treinada, oferecendo tranquilidade aos frequentadores.

Menores de 18 anos, a partir de 16, podem participar, desde que acompanhados por responsável legal: pai, mãe, tutor, curador ou guardião, ascendente (avós ou bisavós), colateral maior até o terceiro grau (irmãos e tios), ou ainda por pessoa maior mediante apresentação de autorização de um dos responsáveis legais, com firma reconhecida em cartório. O evento contará com uma equipe treinada e rigorosa que irá averiguar todos os documentos, além de contar com o suporte do Juizado da Infância.

Line-up de Peso
O evento contará com grandes nomes do eletrofunk e da música eletrônica:

MC Jacaré: um dos maiores nomes do funk nacional.

DJ Breno Paixão: conhecido por misturar trap, funk e house, criando sets eletrizantes.

Donato no Relato: protagonista do evento e responsável por elevar a cena musical goiana.

DJ Kryscow: uma das DJs mais aguardadas, famosa por sua habilidade em fundir estilos.

Infect Drop e Marcelix: garantem performances que vão do house ao techno, incendiando a pista de dança.

MC Dreen: referência no cenário musical com shows enérgicos.

Experiências Exclusivas O Baile do Donato oferece três áreas distintas

Pista: Para quem prefere estar no coração da festa. A pista oferece uma atmosfera vibrante com surpresas exclusivas.
Valor do ingresso 2º lote: R$ 70,00

Área VIP: Área privilegiada com salão de beleza, maquiadoras, massagistas e outras surpresas para uma experiência ainda mais especial.
Valor do ingresso 2º lote: R$ 100,00

Camarote Premium (2º andar): Para quem busca sofisticação, o camarote oferece vista privilegiada, bar exclusivo, acesso a todas as áreas e os benefícios da área VIP. Valor do ingresso 2º lote: R$ 150,00

Ingressos e Venda de Lounges
Ingressos à venda no - Uticket ou na Ótica França (Rua 4, Loja 1 - St. Central, Goiânia).

Para mais informações sobre lounges, acesse: https://linktr.ee/bailedodonato

Serviço: Baile do Donato
Data: 15 de novembro de 2024
Local : Atlanta Music Hall
Horário: A partir das 16h
Mais informações: @bailedodonato

IcMagazine

Famosos

Ronaldo Caiado crê na inocência de Gusttavo Lima

Governador, que esteve na viagem para o aniversário do sertanejo junto com com casal proprietário da Vai de Bet, disse ter determinado que ambos deixassem o iate de luxo alugado para o passeio

Modificado em 04/11/2024, 08:51

Caiado posa para foto com Gusttavo Lima durante comemoração do aniversário do cantor, em viagem à Grécia

Caiado posa para foto com Gusttavo Lima durante comemoração do aniversário do cantor, em viagem à Grécia (Reprodução/Redes Sociais)

O governador Ronaldo Caiado (UB) esteve na viagem para o aniversário de Gusttavo Lima junto com os proprietários da Vai de Bet, José André Rocha Neto e a esposa, Aislla Sabrina, no início deste mês, na Grécia. A viagem foi citada na decisão que embasou o mandado de prisão preventiva contra o sertanejo. Em entrevista à coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo, o chefe do Executivo goiano disse que ele próprio determinou que os dois investigados na Operação Integration, que estavam com mandados de prisão em aberto, deixassem o iate de luxo alugado pelo cantor.

Conforme Caiado, assim que teve conhecimento dos mandados de prisão, no dia 4 de setembro, foi pessoalmente até José André e Aislla Sabrina para que deixassem a embarcação. "Eu disse a ele que a informação que havia recebido do meu secretário foi a de que havia sido decretada a prisão dele e de sua esposa. Daí falei: 'Como tal, vocês não têm ambiente para ficar aqui'. Imediatamente, ele e a esposa desceram e nós seguimos a viagem por mais quatro dias", contou Caiado à coluna. Ele disse ainda que teve apoio de Gusttavo Lima.

O governador relatou ainda que estava no avião particular junto com o cantor e o casal de investigados, entre outros convidados. Entretanto, os dois não teriam voltado com o grupo. Já o avião teria parado nas Ilhas Canárias para abastecimento. "Eu gosto dessas coisas de aviação e questionei o piloto sobre o motivo da gente parar, sendo que o avião tem autonomia. Ele disse que tinha pegado um vento de proa forte e gastou muito mais combustível. Aterrissamos lá, fizemos o abastecimento e chegamos a Goiânia." O mandado de prisão contra os donos da Vai de Bet foi revogado nesta segunda-feira (23), após o Tribunal de Justiça do Pernambuco (TJ-PE) conceder habeas corpus aos investigados.

As falas foram reforçadas em entrevista à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles. O POPULAR tentou contato com Caiado durante esta terça-feira, mas não obteve um retorno do governador. O posicionamento encaminhado pela assessoria de imprensa do governador, por meio de nota, também destaca que Caiado "não conhecia os investigados e não tem de fazer um levantamento da vida pregressa de pessoas que vão aos mesmos eventos que ele". "Eles não estavam no voo que trouxe o grupo de volta ao Brasil, que parou nas Ilhas Canárias para reabastecimento."

"O governador é amigo de Gusttavo Lima e viajou a convite dele para a Grécia, na ocasião do aniversário do cantor. Tirou férias oficiais, se afastou do Estado e a viagem foi anunciada publicamente. Caiado não é conivente com o crime; seu histórico político é de combate à criminalidade e à corrupção. Caiado aproveita para reafirmar sua confiança em Gusttavo Lima e acredita que ele vai provar sua inocência ao prestar os devidos esclarecimentos", finaliza a nota.