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Nicole Puzzi, musa da pornochanchada, diz que viveu romance com Belchior

Modificado em 19/09/2024, 00:12

Nicole Puzzi, musa da pornochanchada, diz que viveu romance com Belchior

(Divulgação)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A atriz Nicole Puzzi, uma das musas da pornochanchada, fez uma publicação no Twitter nos últimos dias em que diz que viveu um romance com o cantor Belchior (1946-2017). O comentário foi publicado junto a um vídeo em que o cantor interpreta "Apenas um Rapaz Latino Americano", uma de suas músicas mais conhecidas.

"Como sinto saudade desse ex. Mais que tudo, um grande amigo, irônico, divertido, inteligente e com visão da vida que eu não conseguia alcançar. Guardei na memória e, hoje, entendo", escreveu. "A primeira vez que o vi foi na [rádio] Tupi, ao lado de Fagner, no momento em que essa música começava a tocar nas rádios."

Após a repercussão da publicação, Nicole explicou por que nunca falou sobre o caso dos dois. "Mantive segredo das pessoas extremamente especiais em minha vida. Agora, Belchior se foi, eu vou fazer 65 anos, então quis revelar algo sobre alguém tão maravilhoso em minha vida. Já faz tanto tempo que às vezes parece ter sido há milhares de anos, outras vezes parece que foi ontem."

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Ana Cañas canta Belchior: "Um diamante com diversos prismas possíveis"

Artista traz a a capital, neste sábado (3), a turnê em homenagem a um dos maiores letristas da música popular brasileira

Modificado em 20/09/2024, 06:36

Ana Cañas canta Belchior

Ana Cañas canta Belchior (Marcus Steinmeyer)

Cantar Belchior (1946-2017), um dos maiores letristas da música popular brasileira, com personalidade nunca foi uma tarefa fácil, mas Ana Cañas assumiu o risco em 2021 com o lançamento de um disco e de uma turnê e vem recebendo aplausos justos da crítica e do público pelo projeto. Já em reta final, a artista traz para a capital neste sábado (3) o show Ana Cañas canta Belchior, a partir das 21 horas, no Teatro Goiânia.

O repertório é formado por grandes clássicos da carreira do cearense, como Coração Selvagem, Sujeito de Sorte, Apenas Um Rapaz Latino Americano, Divina Comédia Humana, Alucinação e Como Nossos Pais. "Estar no palco atravessada pela emoção belchiorana e dar voz ao que esse gênio escreveu é uma experiência transformadora. Cantar Belchior é das coisas mais lindas e mais difíceis que já fiz na vida", disse a paulistana, em entrevista ao POPULAR . Disponível nas plataformas digitais, o trabalho, sexto da carreira da cantora, conta com 14 faixas e ganhou corpo depois da aclamada live que ela fez em agosto de 2020. Confira o bate-papo.
Você retorna a Goiânia para fazer um show depois da fase mais aguda da pandemia. O que os seus fãs podem esperar da sua apresentação?

Vai ser nossa primeira vez na cidade cantando Belchior e tenho certeza que vai ser muito emocionante. Levar o projeto para o palco do Teatro Goiânia, me deixa muito emocionada e tenho certeza que vai ser uma noite linda. O público pode esperar um repertório cheio de clássicos e alguns lados B também, uma banda afiada do amor e a minha entrega absoluta. Estou contando as horas.

Quando surgiu o seu interesse em cantar Belchior, gravar um disco e colocar o show na estrada?

Eu já vinha cantando Alucinação nos meus shows há bastante tempo, mas tudo ficou maior durante a pandemia. Resolvemos levantar uma live com as canções do Belchior e, até aquele momento, eu imaginava que seria apenas uma apresentação on-line. Mas a repercussão do público e as milhares de mensagens que recebi me mostraram que eu tinha que gravar o disco. Quando foi possível, fomos para a estrada e tem sido uma trajetória muito linda até aqui.

Como foi o processo de escolha do repertório para o álbum Ana Cañas canta Belchior?

O processo de escolha foi baseado nas minhas canções favoritas, as que mais me emocionam e me tocam. Só é possível emocionar alguém se a gente se emociona primeiro, então esse foi o critério principal. Sobre os arranjos, o disco foi gravado durante a pandemia, então trazem um sentimento mais recolhido e minimalista. Em breve vamos lançar a segunda fase do projeto, com o DVD e o disco Ao Vivo. Neles, os arranjos mudaram, são mais 'para fora', com a banda completa. Eles reverberam um novo momento com novas leituras e o show em Goiânia será nessa vibe.

Qual foi o seu grande desafio ao interpretar o cancioneiro de Belchior, que tem um estilo único e inconfundível?

A poesia de Belchior é muito profunda, metafísica e existencial. Ela nos atravessa de um jeito único. Estar no palco atravessada pela emoção belchiorana e dar voz ao que esse gênio escreveu é uma experiência transformadora. Cantar Belchior é das coisas mais lindas e mais difíceis que já fiz na vida.

Como Nosso Pais foi imortalizada na voz de Elis Regina. Você não teve medo de comparações ao escolher a faixa para o repertório?

Tive. Considero as gravações dela perfeitas, eternas. Precisei encontrar outros caminhos em que eu pudesse expressar meus próprios sentimentos e vivências. Pessoalmente, reverencio Elis como a maior intérprete da nossa história, então foi um desafio imenso. Mas descobri que não existe competição, muito pelo contrário, é uma soma e troca. Belchior é um diamante com diversos prismas possíveis.

Belchior sempre fez parte da sua trilha sonora? Qual o disco que você mais gosta da obra dele?

Vou confessar que nem sempre. Minha descoberta se deu há alguns anos. Belchior entrou na minha vida ainda na adolescência, mas pela voz de Elis Regina. Meu disco favorito é Alucinação, de 1976, uma obra-prima. Escolho esse pelas canções, arranjos, pela visceralidade e verdade. Foi gravado em poucos dias. Esse disco reverberará para sempre. Ele foi gravado numa moldura histórica contextual de cerceamentos, ditadura, AI-5. É muito corajoso e defende valores humanos de um jeito necessário, contundente e avassalador.

Depois deste mergulho no universo de Belchior já que a turnê está chegando ao fim, você pretende voltar a produzir trabalhos mais autorais ou pensa em um novo projeto de interpretação?

Quando fizemos a live eu já estava em processo para um novo disco autoral, mas a força do projeto de interpretar a obra do Belchior fez com que os planos mudassem. Agora vamos lançar o DVD e o disco ao vivo, que têm uma proposta sonora bem diferente. E sim, um novo projeto futuro já está sendo gestado, ainda muito sutilmente. Deve misturar intérprete e compositora. Mas não posso contar ainda.

Qual a avaliação do 2022 de Ana Cañas e a expectativa para 2023?

Foi um ano lindo, pois foram 80 shows pós-pandemia com essa turnê. Vivi emoções que nunca esquecerei. Mas também um ano difícil, retalhado por uma escolha política decisiva. A luz venceu e agora podemos retomar um projeto democrático alvissareiro para a cultura, para o povo brasileiro. Que 2023 venha repleto de oportunidades para todos e que retomemos a potência do povo mais afetuoso do mundo.

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Belchior terá duas músicas inéditas gravadas pelo amigo e cantor Ednardo

Assim como Fagner e Vannick, filha de Belchior, Ednardo está preparando um projeto em homenagem ao músico

Modificado em 21/09/2024, 00:48

Belchior terá duas músicas inéditas gravadas pelo amigo e cantor Ednardo

O cearense Ednardo também está na lista de artistas interessados em gravar canções inéditas de Belchior, incluindo uma recém-descoberta pelo jornalista e pesquisador Renato Vieira.

Assim como Fagner e Vannick, filha de Belchior, Ednardo está preparando um projeto em homenagem ao músico, com quem já trabalhou e de quem foi amigo.

"Comecei a pensar em gravar um disco de músicas inéditas, com solos e parcerias que fiz há bastante tempo, inclusive no início da carreira", diz Ednardo a este jornal.

A ideia do novo álbum surgiu, segundo ele, em 2016, antes mesmo da morte de Belchior, ocorrida no ano seguinte. Desde então, ele tem se debruçado sobre o projeto, ao lado do filho e produtor artístico Daniel Limaverde.

"Nos anos de 1971 e 1972, eu e Belchior realizamos algumas parcerias, era o tempo de saírmos da nossa cidade, Fortaleza, e chegarmos ao eixo Rio-São Paulo. E naturalmente, trazíamos vivências em comum em nossos processos artísticos."

Ednardo conta que essas "fornadas musicais e poéticas" resultaram, então, em parcerias que, com o tempo, se tornaram cada vez mais raras.

Na década de 1970, ele, Teti, Rodger Rogério e Belchior apresentaram o "Proposta", programa da TV Cultura no qual juntos fizeram canções que, apesar de terem sido exibidas algumas vezes, nunca foram gravadas.

"Realizamos várias músicas que ilustravam as personalidades dos entrevistados", afirma o cearene, que é compositor de sucessos como "Pavão Mysteriozo" e "A Manga Rosa". Das inéditas encontradas por Vieira -- "Bip... Bip...", "Fim do Mundo", "Baião de Dois Vinte e Dois", "Alazão", "Adivinha'', "Outras Constelações" e "Posto em Sossego"--, Ednardo gravará "Bip... Bip...".

O músico fala também em ir para o estúdio com "Feito de Barro e Perdão", outra composição que fez ao lado de Belchior e nunca chegou às gravadoras. A música não consta entre os achados de Vieira, que vasculhou o acervo digitalizado do Arquivo Nacional, mas Ednardo diz tê-la guardada.

"Iniciamos a gravação desse disco em 2019, mas interrompemos por causa da pandemia e porque tive problemas de saúde, mas agora estamos retomando", afirma o músico, prometendo lançar até novembro pelo menos uma das duas parcerias com Belchior.

Assim como Ednardo, o cantor Fagner também tem planejado gravar obras que compôs com Belchior, incluindo as inéditas "Alazão" e "Posto em Sossego", e diz que a ideia surgiu muito antes das descobertas de Vieira.

"Eu só estava esperando o momento certo, por causa dos meus outros projetos. Mas, agora, com essa pesquisa do Renato Vieira, o plano voltou com tudo", afirmou ele a este jornal, na semana passada.

Além de Fagner, outro nome que demonstrou interesse em gravar músicas de Belchior foi Vannick, filha do compositor. A artista se lançou com o projeto "Das Coisas que Aprendi nos Discos", no qual canta 18 clássicos do pai. E, agora, terá a chance de incluir as inéditas --das quais teve acesso somente após a pesquisa do jornalista-- em seu repertório.

Entre tantos desejos de gravações, Vieira, que já reeditou 11 discos do cearense, segue acompanhando de perto as celebrações de fãs do Belchior e entusiasmo de artistas interessados em dar voz a composições de um dos maiores nomes da música brasileira.

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Belchior morreu de causas naturais e ouvindo música clássica, diz delegada

O corpo do cantor foi encontrado por sua companheira, Edna Prometeu, na sala de estar da casa em que vivia no município de Santa Cruz do Sul (RS), na manhã do último domingo.

Modificado em 27/09/2024, 01:26

Belchior morreu de causas naturais e ouvindo música clássica, diz delegada

(Reprodução/ Facebook)

O cantor Belchior morreu de causa naturais, durante o sono e ouvindo música clássica. A informação foi repassada hoje (30) à Agência Brasil pela delegada plantonista da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Raquel Schneider, que também acompanha a investigação da morte do cantor cearense de 70 anos.

O corpo do cantor foi encontrado por sua companheira, Edna Prometeu, na sala de estar da casa em que vivia no município de Santa Cruz do Sul (RS), na manhã deste domingo.

De acordo com a delegada, exames médicos iniciais revelam que a possível causa da morte de Belchior teria sido uma dissecção na aorta, quando há uma divisão na parede da artéria (composta por três camadas), levando o sangue a seguir um falso trajeto entre as camadas. Segundo ela, somente o laudo médico do Instituto Médico Legal (IML) poderá confirmar a hipótese.

Conforme Raquel, a companheira de Belchior informou que o músico estava escutando música clássica em uma sala nos fundos da casa, quando se queixou de sentir frio e de dor nas costas. Belchior teria pedido um cobertor e disse para Edna que permaneceria no sofá da sala.

Hipertensão arterial

Há relatos de que, nos casos de dissecção da aorta, em geral as pessoas relatam uma dor aguda iniciada no tórax e que se irradia em direção à coluna, de cima para baixo. Apesar de não haver informações sobre a saúde do cantor, a hipertensão arterial é o fator mais comum nos casos de dissecção.

Autor de mais de 20 discos e um dos ícones da MPB, Belchior, natural de Sobral, no Norte do Ceará, é autor de sucessos como A Palo Seco, Medo de Avião, Apenas um Rapaz Latino-Americanoe Como Nossos Pais. Suas composições marcaram décadas nas vozes de grandes artistas brasileiros e deixam um legado artístico e cultural para o Brasil e para mundo.

A delegada informou ainda que o corpo de Belchior foi transferido para Cachoeira do Sul (a cerca de 200 km de Porto Alegre), de onde seguiria para a cidade de Venâncio Aires. Só então seria encaminhado para Porto Alegre, de onde partiria para Fortaleza.

A previsão é que o corpo chegue no aeroporto Pinto Martins, na capital cearense, no início da manhã desta segunda-feira (1º). De lá, segue para a cidade natal do artista, onde será velado por cerca de duas horas, no Teatro São João.

Depois disso, haverá uma outra cerimônia, que deverá ocorrer na terça-feira (2), no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, na Praia de Iracema, em Fortaleza, onde o artista deverá ser enterrado.

Geral

Morre aos 70 anos o cantor e compositor cearense Belchior

Belchior fez sucesso na década dos anos 70 com sucessos como "A Palo Seco" e "Apenas Um Rapaz Latino-americano"

Modificado em 27/09/2024, 01:26

Morre aos 70 anos o cantor e compositor cearense Belchior

(Reprodução/ Facebook)

Morreu na noite do último sábado (29), em Santa Cruz do Rio Grande do Sul, aos 70 anos, o cantor e compositor cearense Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, mais conhecido como Belchior. A morte foi confirmada por familiares, que não informaram a causa.

Em nota, o governador do Ceará Camilo Santana lamentou a morte do músico e decretou luto oficial de três dias no estado.

"Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no País, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias", escreveu o governador.

Belchior fez sucesso na década de 70 com sucessos como "A Palo Seco" e "Apenas um rapaz latino-americano". A influência na música veio do pai, que tocava flauta, e da mãe, que se apresentava em corais de igreja. Belchior iniciou os estudos em medicina, mas abandonou o curso para seguir carreira artística.

Desde 2008, o cantor não tinha residência física. Segundo o jornal O Povo, o corpo de Belchior deve ser levado ainda hoje para o Ceará e o sepultamento deve ocorrer em Sobral, cidade onde nasceu o cantor.