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Ana Paula Renault e Britto Jr. trocam farpas após ele opinar sobre participantes de reality

Modificado em 24/09/2024, 00:30

Ana Paula e Brito Jr.

Ana Paula e Brito Jr. (Reprodução)

Os jornalistas Ana Paula Renault, 38, e Britto Jr., 57, trocaram farpas nas redes sociais nesta quarta-feira (5), após ele comentar um post sobre ela e dizer que "quem aceita participar desse tipo de reality -se referindo ao A Fazenda- não tem que reclamar de ofensas e palavrões depois".

A polêmica teve início após Ana Paula, que participou do BBB (Globo) e de A Fazenda (Record), falar sobre o processo que move contra os ex-colegas de confinamento Evandro Santo e Nadja Pessoa. Segundo ela, eles teriam proferido ofensas que chegaram, inclusive, a prejudicar seus contratos de trabalho.

Segundo Ana Paula, o processo foi iniciado em agosto do ano passado, tanto por ofensas sofridas dentro de A Fazenda, como por comentários posteriores, além de, de acordo com ela, os dois terem disseminado notícias falsas e até citado seu pai em alguns ataques.

Foi após uma notícia sobre esse processo que Britto Jr., que já foi apresentador do reality A Fazenda em suas primeiras edições e deixou a Record em 2016, fez seu comentário, dando início às trocas de farpas entre os dois.

"Quem participa de reality show está acima ou abaixo da lei? Vai culpar a vítima por se expor na TV? Com todo o respeito, tentar ressurgir na mídia escorado em preconceito não foi uma boa estratégia. Fim de carreira, hein, colega!", respondeu Ana Paula.

Britto Jr. então afirmou que não é colega da jornalista, que hoje está na equipe de comentaristas do Triturando (SBT): "Primeiro, não sou seu colega. Segundo, você fala muita besteira. Terceiro, a Justiça está aí pra isso. Quarto, você não aprendeu nada após suas participações. Quinto, olha só quem está falando".

Ana Paula continuou ainda a polêmica e questionou se Britto Jr. estaria tentando uma vaga para voltar à Fazenda. "Está tentando virar notícia amanhã... Se a Justiça está aí pra isso, acabou de contradizer seu grito de desespero em forma de tuíte. Obrigada por me acompanhar com afinco e pena que você não é amigo de ninguém."

Primeiro, eu não sou seu colega. Segundo, você fala muita besteira. Terceiro, a justiça está aí pra isso. Quarto, você não aprendeu nada após suas participações. Quinto, olha só quem está falando. https://t.co/OGBmVLP8oH --- Britto Jr. (@brittojr) August 6, 2020

Após o episódio no Twitter, Ana Paula postou um vídeo comentando o ocorrido no Instagram e afirmou que a fala de Britto Jr. era um exemplo da urgência que tem o processo que ela move contra os ex-colegas. Segundo ela, "as pessoas falar coisas completamente aleatórias, do nada, para ofender, para ferir, para atingir a moral de outros, só para aparecer."

Já Britto Jr. afirmou, também no Instagram, que todo preconceito deve ser evitado, mas que "não se deve confundir crítica com preconceito". "Tem gente que faz isso deliberadamente com o intuito de se defender e de atacar. De aparecer. Se toda pessoa criticada por evocar o preconceito como desculpa, o que será dos profissionais de dependem do senso e postura crítica?", questionou.

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Mulher que negou assento a criança em avião ganha mais de 700 mil seguidores; polêmica rende memes e até propaganda

No vídeo gravado pela mãe do menino, ela reclama que Jeniffer não aceitou trocar de lugar com seu filho que, segundo ela, estava com medo e iria se acalmar ao sentar na janela

Modificado em 05/12/2024, 20:06

Mulher que negou assento a criança em avião ganha mais de 700 mil seguidores; polêmica rende memes e até propaganda

Uma polêmica em um voo fez a administradora de empresas Jeniffer Castro viralizar nas redes sociais, nesta quarta-feira (4), após aparecer em um vídeo depois de recusar trocar de assento com uma criança. O pedido havia sido feito pela mãe da criança, que também gravou as imagens com críticas à Jeniffer.

A filmagem gerou repercussão na internet e fez com que a passageira ganhasse mais de 650 mil seguidores no Instagram até esta quinta-feira (5) e algumas contas fakes com o seu nome, uma delas traz a mensagem: "Quer sentar na janelinha? - Pague!".

No vídeo, a mãe reclama que Jeniffer não aceitou trocar de assento para que a criança, que estava com medo, pudesse se sentar na janela e se acalmar.

"Ela não quis trocar com a criança que está nervosa. Só porque não quer trocar de lugar. Perguntei se ela tem alguma síndrome, alguma coisa. Se ela tivesse algum problema, a gente entenderia. Você não tem empatia com as pessoas", disse a mãe da criança do vídeo.

Apesar das críticas, a jovem não respondeu à mãe e apenas perguntou se estava sendo filmada. Mesmo assim, o registro parou em outras plataformas como X (antigo Twitter) e Instagram, onde internautas reagiram à situação.

Jennifer Castro se pronunciou na internet sobre a situação. Segundo a administradora, a família da criança tinha um assento similar ao dela, mas queriam que ela trocasse de poltrona.

Ele [a criança] estava chorando, porque queria o meu assento. A família tinha assento na janela, mas ele queria o meu e eu não troquei", escreveu, ao responder comentários no TikTok.

Uma hashtag está circulando em defesa à administradora: #TODOSCOMJENIFFERCASTRO.

Nas redes sociais, a maioria dos usuários defendeu Jennifer, que se mostrou firme ao não abandonar seu assento e, principalmente, não responder às ofensas da mãe. Outras pessoas, contudo, defendem a mãe e afirmam que o que Jennifer fez é desumano.

Diversos memes também foram postados por usuários, ironizando a situação atípica vivida pela jovem passageira.

Para aproveitar a viralização do caso, a multinacional Amazon compartilhou um trecho do filme "As Trambiqueiras" com uma cena semelhante à vivida por Jennifer no avião.

undefined / Reprodução
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Sem Maiara e Maraisa e Henrique e Juliano, legado de Marília Mendonça será celebrado em São Paulo

No meio de polêmicas, show será realizado neste sábado (5), no Allianz Parque, em São Paulo. Alok, Jão, Ludmilla, Luísa Sonza, Xamã e Murilo Huff são algumas das atrações confirmadas

Modificado em 04/11/2024, 08:59

Marília Mendonça: em meio a polêmica, Rainha da Sofrência ganha tributo em show em São Paulo

Marília Mendonça: em meio a polêmica, Rainha da Sofrência ganha tributo em show em São Paulo (WILL DIAS / AgNews)

Mesmo após sua precoce partida, o legado da goiana Marília Mendonça (1995-2021) segue vivo, suas músicas ressoando como hinos de amor, dor e superação. Suas letras, sinceras e profundas, continuam embalando as histórias de uma geração que encontrou nela uma voz autêntica no sertanejo. Neste sábado (5), o Allianz Parque, em São Paulo, será palco de um emocionante tributo a sua obra, reunindo grandes nomes da música para celebrar a Rainha da Sofrência. No entanto, a ausência de figuras importantes, como Maiara e Maraisa e Henrique e Juliano, será sentida, já que acompanharam Marília desde o início de sua trajetória.

A primeira notícia sobre o tributo This Is Marília, organizado pelo Spotify, provocou polêmica devido ao fato de que os nomes mais esperados da programação decidiram recusar o convite. A situação se intensificou quando a família da cantora deixou de seguir Maiara e Maraisa nas redes sociais, resultando em trocas de acusações que abalaram a relação entre elas. Em uma nota enviada à imprensa, elas explicaram a ausência. "Somos fortes e conseguimos suportar muitas dores, mas sobre essa ainda não nos sentimos capazes. Perdão, ainda temos uma ferida aberta e estar nesse palco, olhar para o lado e não ver a Marília é algo acima do suportável para nós", diz o comunicado.

O local da apresentação foi um dos principais motivos para Maiara e Maraisa não participarem da festa. Três semanas antes da morte de Marília, elas haviam se reunido no estádio para anunciar as novidades da turnê Festa das Patroas, com a qual estavam planejando rodar o Brasil em 2022 com uma super produção. "Tem muita gente questionando nossa ausência. Para quem não sabe, foi no Allianz que lançamos a tour, foi lá que sonhamos subir as três no palco e seria lá que iríamos realizar o projeto de nossas vidas", disse a dupla na nota. "Não temos dúvida que será um evento lindo e terá todo nosso apoio", completou sobre o tributo.

Os fãs também questionaram a ausência de Henrique e Juliano na homenagem. A dupla, quando já era famosa, foi a responsável por apresentar Marília para o grande público. Juntos, eles gravaram a canção Flor e o Beija-Flor, com participação da cantora, em 2016, e que soma mais de 658 milhões de visualizações no YouTube. Os irmãos afirmaram que não participariam do evento, pois todas as homenagens, segundo eles, foram feitas em vida. "É isso o que realmente importa", informou a assessoria dos cantores. Em outras entrevistas, quando questionados sobre o assunto, Henrique ainda reforçou que eles "não estavam confortáveis em fazer parte disso".

Mais uma falta sentida pelos fãs foi de Hugo e Guilherme. Uma das últimas participações especiais feitas por Marília em um trabalho de outro artista foi no registro do DVD da dupla. Em setembro de 2021, eles gravaram a canção Mal Feito. "A gente quis entender melhor sobre o evento, até por ser esse um momento de dor para quem conviveu com ela. Além disso, em nenhum momento a negativa em participar pode ser avaliada como falta de amor a Marília. Inclusive, nos colocamos à disposição de fazer, mesmo com aperto no peito, infelizmente nossa resposta foi dada num prazo impossível de se adequar aos tempos do evento", diz o comunicado postado nas redes sociais.

Programação

"Meu coração está explodindo de emoção, estou ansiosa, emocionada, desde a arrumação de malas, os preparativos, vai ser lindo, será a primeira homenagem que o Leo vai assistir para a mamãe. Vamos celebrar a vida, o legado que foi deixado. Muita gratidão com os fãs e artistas que vão participar da festa. Só alegria para a Marília Mendonça", postou nas redes sociais a dona Ruth, mãe da cantora. Na programação estão escalados Alok, Jão, Ludmilla, Luísa Sonza, Luiza Martins, Murilo Huff, Péricles, Xamã, Yasmin Santos, Luan Pereira, Marcos e Belutti, Tierry. Zé Neto e Cristiano estavam na lista, mas cancelaram depois do acidente de Zé Neto.

Um dos shows mais aguardados do tributo é o do goiano Murilo Huff. Marília e o artista tiveram um relacionamento que durou quase cinco anos, entre 2017 e 2021. Eles oficializaram o namoro apenas em 2019. Juntos, eles têm um filho, Leo, de 4 anos. Ele, que começou a carreira como compositor, teve duas letras gravadas pela Rainha da Sofrência: Transplante, em parceria com Bruno e Marrone, e Bem Pior que Eu. "Vai ser um momento muito especial, sem dúvida, ela é digna e merecedora de todas as homenagens possíveis que a gente puder fazer e vai ser com certeza um dia emocionante, estou muito feliz em fazer parte", disse o artista em entrevista ao jornal, durante o lançamento do Caldas Country 2024.

Murilo também aproveitou para falar da importância do legado de Marília na música. "Ela foi a maior artista que o sertanejo já viu", destaca. Os números comprovam isso facilmente. No Spotify, a Rainha da Sofrência foi a primeira artista brasileira a alcançar mais de 10 bilhões de streams na plataforma e a única a ser a mais escutada por três anos consecutivos, de 2019 a 2022. Além disso, mais de 450 milhões de horas de músicas na sua voz foram ouvidas desde 2014. O hit Leão, em parceria com Xamã, por exemplo, permaneceu mais de 500 dias consecutivos no top 200. Já no YouTube, ela teve mais de 20 bilhões de visualizações.

"A Marília não somente elevou o sertanejo a outro patamar, como escancarou as portas para nós mulheres. Mudou a cena, uniu estilos, uniu pessoas, falou o que quis e fez história. A genialidade dela, na minha opinião, foi fazer isso, sem saber que estava fazendo. Ela foi humilde a ponto de transformar o cenário musical, e nunca, nem por um segundo, se gabar por isso", ressalta a cantora Luiza Martins. "Minha amiga, confidente, conselheira e a maior inspiração musical e profissional. O sentimento que predomina é o de gratidão, por ter visto de perto esse meteoro/acontecimento/evento, passar pela terra. Me sinto honrada por homenageá-la", complementa.

Carreira

Natural de Cristianópolis, a 90 km de Goiânia, Marília Mendonça nasceu no dia 22 de julho de 1995. Desde muito jovem, demonstrou um amor pela música que a levaria a se tornar uma das maiores cantoras do Brasil. Sua carreira começou de forma tímida, com apresentações em festas e pequenos eventos locais, mas logo chamou a atenção de produtores e empresários. Em 2015, lançou seu primeiro álbum de estúdio, que trouxe o sucesso Infiel e Alô Porteiro. Em 2019, ela ganhou o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música Sertaneja com Em Todos os Cantos. No dia 5 de novembro de 2021, ela morreu vítima de um acidente aéreo. Com o trabalho póstumo Decretos Reais, a cantora venceu novamente o Grammy, em 2023. Uma série de projetos ainda devem ser lançados nos próximos anos. A Rainha da Sofrência deixou registrada quase 100 músicas inéditas que não foram gravadas e a mãe da artista revelou que a história da artista ficará eternizada em um filme.

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Mudança da Feira do Troca provoca embate com igreja em Olhos D'Água

Realizado há cinco décadas no distrito de Alexânia, evento é transferido de lugar levando a um clima de animosidade entre representantes da cultura local e da igreja Católica

Modificado em 19/09/2024, 01:12

Pichação na parede da Paróquia de Santo Antônio: troca de acusações

Pichação na parede da Paróquia de Santo Antônio: troca de acusações (Divulgação)

Esta semana, o embate entre a igreja Católica e alguns moradores de Olhos D'Água, distrito de Alexânia, a 120 km de Goiânia, ganhou mais um capítulo. O clima de animosidade, que começou em junho do ano passado, na primeira edição de 2023 da tradicional Feira do Troca, piorou no sábado (2) quando policiais militares foram chamados para conter o barulho que estaria atrapalhando a celebração religiosa na Paróquia de Santo Antônio, no centro do povoado. Na segunda-feira, a igreja amanheceu pichada.

A Feira do Troca, que ocorre duas vezes por ano em Olhos D'Água desde a sua primeira edição, em 1974, vinha sendo realizada na Praça Santo Antônio, onde foi construída a igreja católica, paróquia que é vinculada à Diocese de Anápolis. No dia 4 de junho, enquanto a feira acontecia lá fora, o pároco Cleiton Garcia avisou em sua homilia que a partir da próxima edição a feira não poderia mais ocorrer na praça, que pertence à igreja. Proprietários de restaurantes, bares, lojas e alguns moradores reagiram, dando início a um clima de revolta e acirramento.

Presidente da Associação de Artesãos de Olhos D'Água, Djalma Valois explicou ao POPULAR que o conflito entre as partes se agravou depois que um grupo de moradores se reuniu em julho com o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, para pedir o tombamento da praça e o registro da Feira do Troca.

Os processos já foram abertos. "São pessoas daqui que trabalham com cultura. Não temos apoio dos políticos do município. Fizemos uma reunião com o prefeito Allysson Lima que se manifestou favorável à realização da feira na praça, mas depois se omitiu sob a alegação de que a igreja é a proprietária."

O ápice do revés ocorreu na noite de sábado (2), anterior à realização da Feira do Troca que, já naquele momento, tinha novo lugar definido pela prefeitura de Alexânia: uma rua acima da igreja.

Como a grande maioria dos estabelecimentos comerciais fica na praça e o povoado estava recebendo visitantes, o barulho desses locais incomodou o celebrante, o pároco de Alexânia, Allan Carlos Paiva, que já tinha encontrado faixas contra a igreja. Ele chamou a Polícia Militar que pediu o desligamento dos sons. Houve revolta, xingamentos, agressões verbais e uma DJ foi detida. Os policiais reagiram com spray de pimenta.

Em entrevista, padre Allan Paiva explicou que substituiu o padre Cleiton Garcia, pároco de Olhos D'Água, para resguardar a integridade física do religioso. "Pode haver discordância, mas não a falta de respeito. Ele está se sentindo ameaçado. Onde a verdade chega, a paz chega."

Este é o mesmo sentimento de uma brasiliense que tem casa no distrito há seis anos. Ela engrossa o movimento dos que não concordam com o posicionamento do pároco e agora se sente ameaçada. "O que ouvi dos policiais militares me assustou. Eles chegaram em espaços privados sem mandado judicial e não aceitaram nosso questionamento. Levei spray de pimenta na cara. Estamos sendo constantemente ameaçados."

Corte de árvores

Poucos dias antes da Feira do Troca o clima de animosidade ficou ainda mais evidente com a retirada de quatro árvores de grande porte do local. Segundo Djalma Valois, não houve uma justificativa plausível para a extirpação de antigas espécies, como um Jatobá e uma Maria Preta, que eram partes integrantes da paisagem local pela beleza e sombreamento.

A prefeitura de Alexânia explicou em nota que o corte das árvores foi solicitado "pela Diocese de Anápolis, proprietária do imóvel, sob a justificativa de que estão sendo realizadas obras de revitalização no imóvel". Conforme a prefeitura, três exemplares apresentavam brocas e a autorização foi dada após avaliação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Para compensar o impacto ambiental, a Diocese ficou de plantar 30 mudas de espécies típicas do Cerrado. Os moradores denunciaram o corte das árvores ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO).

O padre Allan Carlos Paiva lamentou o que chama de "narrativa distorcida" por parte do grupo descontente com as decisões da paróquia do distrito. "Não somos contra a Feira do Troca. Queremos que ela seja próspera e renda mais para os artesãos, mas há um pessoal querendo se apropriar da área externa da igreja que não é pública, mas privada. Essas pessoas podem discordar, mas juridicamente estamos amparados." Conforme o religioso, foram "atitudes que ferem a moral cristã, como promiscuidade, uso de drogas e cultos não cristãos", que levaram o pároco a vetar a Feira do Troca na praça, ao lado da igreja. "Você já viu alguém acampar na praça da matriz de Pirenópolis?", questionou.

"O que eu vi nesse dia, só tinha assistido em filmes"

Comandante do policiamento de Alexânia, o tenente PM Gerson de Paula afirmou que a intervenção dos 14 policiais militares convencionais e quatro do Batalhão de Choque no sábado, em Olhos D'Água, foi para evitar "um massacre entre fiéis e manifestantes". O tumulto começou, segundo ele, quando "uma manifestante colocou duas caixas de som viradas para a rua, com funks pesados", contrariando o Código de Posturas.

"Pedimos para ela desligar durante o culto, mas ela desobedeceu, nos obrigando a apreender o som. Ela cuspiu em um policial e outros manifestantes nos xingaram e ameaçaram invadir a igreja." A DJ foi levada para a Central de Flagrantes, em Águas Lindas, onde foi lavrado um TCO por desobediência e desacato.
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Conforme o tenente Gerson de Paula, há décadas há um acordo entre bares e igrejas para que o som não seja ligado durante a missa. "Eu tenho 19 anos de PM e o que eu vi nesse dia, só tinha assistido em filmes. Pessoas bravas, rancorosas, com xingamentos e humilhações. Todos os manifestantes que praticaram racismo, por intolerância religiosa, calúnia, injúria e desacato estão sendo identificados e vão responder a inquérito policial." No dia seguinte, a Feira do Troca ocorreu normalmente, sem nenhum incidente.

Entretanto, quando a segunda-feira (5) amanheceu, foram avistadas as pichações nas paredes da igreja. Alguns moradores, que temem se identificar, disseram que as inscrições foram feitas por membros da paróquia para incriminar aqueles que não concordam com a postura do pároco. Padre Allan Paiva diz que esta é uma "narrativa da esquerda" e que a Igreja está em paz. "A polícia está investigando. Já estão analisando os vídeos. Vamos deixar que ela faça o seu trabalho."

Em nota, a Diocese de Anápolis não entrou no mérito do acirramento dos ânimos em Olhos D'Água, mas lembrou que "há anos a Paróquia Santo Antônio cedeu de forma gratuita a área de sua propriedade para a realização da Feira do Troca". Sobre a retirada das árvores, a Diocese destacou que a revitalização da praça "foi decidida com com a anuência dos fiéis católicos, com o intuito de proporcionar um maior bem-estar para as famílias que residem em Olhos D'Água".

Recuperação dos saberes tradicionais

O povoado de Olhos D'Água surgiu em torno de uma capela construída em 1941 em homenagem a Santo Antônio de Pádua por força de uma promessa de uma moradora local. As terras foram doadas à Igreja Católica por dois fazendeiros da região. Em 1958, o pequeno lugar virou um município, mas com a construção da BR-060, a cidade perdeu a condição de sede administrativa para Alexânia, fundada em 1963. A mudança desestruturou a comunidade local que ficou fragilizada economicamente. Foi esse cenário que sensibilizou a professora Laís Aderne, da Universidade de Brasília, ao chegar à localidade em 1973.

Com a intenção de reorganizar o arranjo produtivo da região, Laís passou a coordenar um trabalho para recuperar os saberes tradicionais. Por sua orientação, os mais antigos começaram a repassar seus conhecimentos aos mais jovens. Em 1974, ela criou a Feira do Troca depois de mobilizar amigos do Distrito Federal. Roupas, calçados e utensílios domésticos passaram a ser trocados por produtos da região. Já no ano seguinte era visível a melhoria da condição de vida dos moradores locais e a feira começou a atrair visitantes e novos moradores.

Laís morreu em 2005 quando a Feira do Troca já tinha se tornado o grande elemento de identidade de Olhos D'Água e também a maior atração turística de Alexânia. Embora o evento tenha perdido parte de sua originalidade em razão da entrada da comercialização de artesanato e outros produtos da região, é indiscutível o fomento que garantiu à economia do município. O bucólico lugar, a 14 km de Alexânia, no rastro de Laís Aderne, atraiu nas últimas décadas muitos brasilienses que se somaram aos nativos num sentimento de pertencimento.

Pichação na parede da Paróquia de Santo Antônio: troca de acusações

Pichação na parede da Paróquia de Santo Antônio: troca de acusações (Divulgação)

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Homem é internado na UTI após ser baleado em briga com vizinho por causa de som alto, diz PM

Suspeito foi localizado pela polícia bêbado portando uma arma e mais de 20 munições

Modificado em 19/09/2024, 01:11

Arma apreendida após a briga em Rio Verde

Arma apreendida após a briga em Rio Verde (Divulgação / Polícia Militar de Rio Verde)

Um homem foi preso suspeito de atirar no vizinho após uma briga pelo som alto, em Rio Verde, na região sul do de Goiás, informou a Polícia Militar (PM). Depois de um primeiro pedido, o suspeito, incomodado com o volume do som, retornou à residência em um veículo, chamou o vizinho e disparou contra ele. A PM foi acionada e encontrou o suspeito dirigindo embriagado no bairro Maristela.

Segundo a PM, a tentativa de homicídio aconteceu na noite de sábado (25). A polícia informou que foi acionada por testemunhas e uma equipe que estava nas imediações encontrou o suspeito.

Na abordagem, a polícia encontrou uma arma de fogo no veículo que o suspeito dirigia alcoolizado, um canivete, um celular e 22 munições. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a 8ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), em Rio Verde.

A vítima foi conduzida para o Hospital Municipal Universitário da cidade e, de acordo com a PM, o vizinho foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e pelo Corpo de Bombeiros. A reportagem tentou atualizar o estado de saúde da vítima, mas até o momento da publicação desta matéria não obteve retorno do hospital.

Segundo a PM, o suspeito pode responder por tentativa de homicídio e embriaguez ao volante. Como o nome do suspeito não foi divulgado, não foi possível entrar em contato com a defesa dele.