Geral

Governo anuncia primeira rodovia estadual em concreto; entenda diferença

Técnica de pavimentação deve ser levada para outras regiões com intenso fluxo de veículos e tráfego pesado de cargas, informou a Goinfra

Modificado em 17/09/2024, 15:41

Governo anuncia primeira rodovia estadual em concreto; entenda diferença

(Secom)

Goiás será o primeiro estado do Centro-Oeste a ter uma rodovia em pavimento rígido, ou seja, em concreto. Um projeto apresentando pela Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) prevê a reconstrução e duplicação de parte da GO-210, em Rio Verde, na região sudoeste do estado.

O presidente da Goinfra, Lucas Vissotto Júnior, disse que o uso do pavimento rígido na obra é sinônimo de economia de recursos públicos, tanto na construção quanto na manutenção.

"Nos últimos anos, em virtude do aumento do material betuminoso, acabou tornando-se mais barato construir uma rodovia com pavimento de concreto do que com pavimento flexível (asfalto). O caso desse trecho da GO-210 se justifica bem por isso, pois não será apenas a restauração da pista antiga, mas também a construção de uma pista nova", declarou.

O perímetro urbano da GO-210, em Rio Verde, será substituído nos dois sentidos por via duplicada com concreto. Segundo Vissotto, o material asfáltico será aproveitado com o uso de placas de concreto para a composição da nova pista.

"A obra que nós vamos realizar lá neste trecho será o chamado whitetopping, que é quando fazemos a restauração de pavimentos asfálticos com a aplicação de concreto na superfície. É uma placa com mais de 20 centímetros de espessura, com ligações de barras de transferência entre uma placa e outra. Sendo que cada placa, geralmente, tem 4 metros de extensão", explica o presidente da Goinfra.

De acordo com Lucas Vissotto, a durabilidade do pavimento rígido é superior a 20 anos e o Governo de Goiás pretende adotar o modelo de pavimentação em outras regiões do estado.

"Estamos estudando, por exemplo, o próprio contorno de Goiânia em uma ação conjunta com o Daniel Vilela e o governador Ronaldo Caiado, que têm atuado em Brasília na busca de recursos para a execução de projetos com pavimento rígido,como o projeto do BRT (Bus Rapid Transit) entre Luziânia e Brasília (DF). Toda região de produção do setor agropecuário, como sudoeste e sul do estado, também estamos fazendo projetos em pavimento de concreto", disse.

A ideia da Goinfra é possibilitar a expansão e qualificação da infraestrutura viária em Goiás, por meio da utilização do pavimento rígido na malha viária, principalmente em regiões caracterizadas pelo intenso fluxo de veículos e tráfego pesado de cargas, segundo Lucas Vissotto.

De acordo com o presidente da Goinfra, a execução do projeto será possível por meio de recursos oriundos do Fundeinfra e integrações com organismos multilaterais internacionais.

"O nosso plano foi fechado envolvendo todos os entes representativos: Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça. O projeto prevê um trabalho numa faixa de 6 mil quilômetros de extensão, orçado em R$ 12 bilhões. Dentro desses R$ 12 bilhões, o Fundeinfra vai pagar 1,5 mil quilômetros. O restante do recurso virá de várias fontes, tanto de fonte constitucional do transporte, empréstimos que estamos viabilizando e outros recursos", declarou.

Diferenças entre o pavimento rígido e o flexível
O professor Oswaldo Cascudo, da Escola de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade Federal de Goiás (UFG), falou a respeito do uso do pavimento rígido (concreto) na malha viária.

"As placas de concreto foram muito usadas no passado. Os primeiros pavimentos de meados do século XX eram baseados em placas de concreto, muito por conta da indústria do cimento que foi chegando e introduzindo essa tecnologia. Posteriormente, o pavimento asfáltico foi suplantando o uso do concreto. E o que vemos, hoje em dia, é o retorno das placas de concreto", afirmou.

Segundo o docente, o uso do Cimento Portland que é esse pavimento rígido, possui maior durabilidade em comparação com o pavimento flexível, asfáltico.

"A durabilidade do concreto é muito maior. Isso, impacta diretamente os custos. Porque, os custos de manutenção se projetam ao longo da vida útil do pavimento. Então, cada vez que temos uma operação de recuperação do pavimento, isso envolve custos que vão se projetando ao longo da vida útil do pavimento", afirma.

"Então, ao analisar o custo global que envolve a execução e a manutenção do pavimento. Percebemos que o custo do pavimento asfáltico, muitas vezes, fica muito maior por conta do custo de manutenção", completa Cascudo.

Historicamente, os dois tipos de pavimentos -- asfalto e concreto -- são largamente utilizados em todo o mundo. Diante disso, o professor Oswaldo Cascudo entende que a aplicação de um sistema (de pavimentação) em detrimento do outro, se dá em função das facilidades de viabilização do seu uso, o que envolve questões econômicas.

As questões econômicas são levadas em conta, na maioria das vezes, erroneamente porque não consideram o custo global. Digo isso, pois o custo global tem que contabilizar as quantidades de manutenção (do pavimento). Não é só o custo de entregar uma obra. É preciso considerar o custo de manutenção daquela obra. Por exemplo, se uma obra tem uma vida útil prevista de 50 anos, você tem que contabilizar todas as ações de manutenção ao longo desse período", disse.

Questão ambiental
O concreto e o asfalto têm alta capacidade de absorção de calor e impermeabilizam o solo, fazendo com que a água evapore rapidamente e não possibilite o resfriamento e umidificação do ar. Diante disso, surge uma questão: qual a diferença entre os dois tipos de pavimento?

"A diferença entre os dois tipos de pavimentação é a seguinte: o asfalto ele é mais escuro do que o concreto. Ou seja, o asfalto absorve mais luz solar e aquece mais o ambiente ao seu redor. Nesse sentido, o uso da pavimentação de concreto nos grandes conglomerados urbanos é melhor, em comparação com o asfalto, por conta da sua tonalidade", afirma o docente.

No entendimento do professor Oswaldo Cascudo, o pavimento de concreto acaba vindo como uma alternativa interessante nessa questão ambiental.

"Os pavimentos de concreto estão chegando com muita força para as novas obras e são alternativas que podem se alternar com os pavimentos asfálticos, que vem sendo utilizados há muitos anos. Então, o pavimento de concreto acaba vindo como uma alternativa interessante. Espero que ele dê respostas ainda mais positivas ao uso do pavimento asfáltico", disse.

Em 2023, as emissões globais de carbono atingiram níveis recordes. Um estudo publicado pelo Global Carbon Budget apontou que as emissões globais de gás carbônico totalizaram 36,8 bilhões de toneladas -- um aumento de 1,1% em relação a 2022. Diante dessa situação, o professor Oswaldo Cascudo lembra que o a questão ambiental deve se fazer presente na definição dos projetos.

"Hoje temos uma certa preocupação com a emissão de carbono na produção daquele sistema. O quanto impacta o meio-ambiente fazer um pavimento de concreto ou um pavimento asfáltico? Do ponto de vista, da sustentabilidade, o que é melhor? Essa é uma questão que está sendo estudada e ponderada na definição (dos projetos). Em ambos os casos, a luta é minimizar o impacto ambiental", afirma Cascudo.

"Precisamos em qualquer dos sistemas a serem aplicados, utilizar a boa engenharia. Disso não se pode abrir mão. Então, não é a simples comparação de um material pelo outro. É o bom projeto. Então, é preciso ter um bom projeto de pavimento e que atenda bem as demandas. Além disso, que tenha uma durabilidade aceitável, porque a durabilidade é uma das pernas da sustentabilidade. Portanto é preciso garantir que àquele pavimento responda por uma vida útil prevista no projeto. Também, é preciso ter uma boa ação de manutenção, sejam elas preventivas ou corretivas", conclui.

Geral

Corretor de grãos suspeito de aplicar golpe milionário agiu sozinho, diz Justiça

Decisão judicial rejeitou a denúncia contra 15 investigados, incluindo a esposa de Vinicius Martini de Mello, por organização criminosa e lavagem de dinheiro

Modificado em 13/03/2025, 16:01

Corretor de grãos Vinicius Martini de Mello continua foragido (Reprodução/Redes sociais)

Corretor de grãos Vinicius Martini de Mello continua foragido (Reprodução/Redes sociais)

O corretor de grãos Vinicius Martini de Mello, suspeito de aplicar golpes milionários contra produtores rurais de Rio Verde, no sudoeste goiano, agiu sozinho, conforme a decisão da 1ª Vara dos Feitos Relativos a Delitos Praticados por Organização Criminosa e Lavagem de Bens, Direitos e Valores de Goiânia, do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). Desta forma, a titular da vara rejeitou a denúncia do Ministério Público de Goiás (MPGO) de organização criminosa e lavagem de dinheiro contra Vinicius e mais 15 pessoas, entre elas, a esposa dele, Camila Rosa Melo , além familiares e sócios das empresas 'de fachada' usadas no crime.

No documento, a magistrada Placidina Pires manteve o pedido de prisão preventiva contra o corretor de grãos, o qual é considerado foragido. Ela concedeu liberdade provisória a todos os outros investigados, além de flexibilizar medidas cautelares da maioria deles, como o uso de tornozeleira eletrônica.

O POPULAR entrou em contato com as defesas do casal e de familiares do investigado, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. A reportagem não localizou a defesa dos outros denunciados.

A decisão foi assinada nesta terça-feira (11). Conforme a juíza, a denúncia mencionou que todos os investigados teriam constituído um grupo criminoso para a prática de estelionatos e de lavagem dos valores para aplicar o golpe. Contudo, ela entendeu que Vinicíus foi o único a participar das negociações, a qual ocasionou prejuízos de mais de R$ 20 milhões às vítimas.

Entretanto, de acordo com a narrativa da própria denúncia, o único possível autor direto dos estelionatos seria o acusado Vinícius Martini de Mello, pois referido réu foi a única pessoa que supostamente participou das negociações de compra e venda de grãos (soja e milho) e a única pessoa que recebeu os valores advindos das negociações e que deixou de cumprir com as demais obrigações contratuais de seus negócios", descreveu.

A Justiça entendeu, dessa forma, que a denúncia não mostrou a configuração do crime de organização criminosa, pois não detalhou a "existência de uma estrutura hierarquicamente ordenada, permanente e estável, e caracterizada pela divisão de tarefas composta pelos denunciados".

Após rejeitar a denúncia do MPGO em relação aos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, determinou a redistribuição do caso ao Juízo de Rio Verde, para o julgamento dos crimes de estelionatos e falsidade ideológica.

Denúncia

Em dezembro, o MPGO denunciou o corretor de grãos e outras 15 pessoas, entre elas: a esposa dele, Camila Rosa Melo, familiares e sócios das empresas 'de fachada' usadas no crime. Foi considerado que os envolvidos formavam uma organização criminosa, sendo Vinícius o líder. Eles vão responder por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, falsidade ideológica e estelionato.

Vinicius Martini de Mello e Camila Rosa Melo, casal procurado pela Polícia Civil (PC). (Divulgação/Polícia Civil)

Vinicius Martini de Mello e Camila Rosa Melo, casal procurado pela Polícia Civil (PC). (Divulgação/Polícia Civil)

Na época, os advogados que defendem o casal são Gilles Gomes e Emerson Ticianelli que, por meio de nota, afirmam que " os fatos a eles atribuídos na denúncia do MPGO não configuram crime, tratando-se a investigação de indevida utilização de expedientes criminais para o fim de forçar o cumprimento de contratos em andamento ou a vencer, o que já foi provado por seus clientes" (leia abaixo a nota na íntegra).

Quatro dos investigados são familiares de Vinícius. Os advogados Alessandro Gil Moraes Ribeiro e Danilo Marques Borges dissera em nota que "a denúncia representa, exclusivamente, a versão inicial da acusação, não constituindo juízo de culpabilidade", e que no decorrer do processo, "a inocência de nossos clientes será cabalmente demonstrada, por meio de provas técnicas e robustas" (leia abaixo a nota na íntegra) .

O casal Vinicius e Camila está na lista da Interpol , também conhecida como Polícia Internacional. Segundo a Polícia Civil (PC), os dois estão foragidos nos Estados Unidos. O casal movimentou cerca de R$ 19 bilhões com os crimes, de acordo com a investigação.

Vinicius e Camila são considerados foragidos pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO). (Divulgação/Polícia Civil)

Vinicius e Camila são considerados foragidos pela Polícia Civil de Goiás (PC-GO). (Divulgação/Polícia Civil)

O POPULAR teve acesso ao documento de denúncia, que aponta dez casos de estelionato praticados pelo grupo. A denúncia afirma que Vinícius era o responsável por conduzir as negociações, mas não emitia as notas fiscais em nome da empresa em que era sócio. Ele usava empresas "noteiras" - de fachada ou falsas -, para emissão de notas fiscais sem o recolhimento tributário. Dessa forma, ele podia fazer transações sem gerar vínculos fiscais e contábeis evidentes em relação à própria empresa, aponta o documento.

Produtores rurais de Rio Verde denunciam os golpes desde junho deste ano e informaram que, há seis anos, Vinicius comprava a produção para revender, mas na última safra teria pago com cheques sem fundos e desaparecido da região, segundo a polícia. Ele era conhecido na cidade, por isso, os produtores tinham o costume de entregar o produto e pegar cheques pré-datados dele, informou a PC.

"[...] Valendo-se do prestígio e da confiança conquistada por estarem há anos no ramo empresarial de produtos agrícolas, passaram a adquirir sacas de milho e de soja dos produtores rurais, sem o respectivo pagamento. Houve também, em alguns casos, a venda de produtos agrícolas mediante recebimento antecipado dos valores, sem a efetiva entrega dos insumos", afirma a denúncia do MP.

Dos denunciados, o casal mencionado está foragido, três estão presos em regime fechado e um em regime domiciliar. Os outros respondem em liberdade.

Apreensão

Aviões apreendidos durante operação contra organização criminosa especializada em sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e estelionato (Divulgação/Polícia Civil)

Aviões apreendidos durante operação contra organização criminosa especializada em sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e estelionato (Divulgação/Polícia Civil)

Quase 500 veículos, dois aviões e sete imóveis foram apreendidos em uma megaoperação realizada em 2 de dezembro. Antes disso, em operação realizada nos dias 28 e 29 de novembro, foram cumpridas medidas judiciais nas cidades de Rio Verde, Morrinhos, Goiânia, Santo Antônio da Barra, Montividiu e nos Estados Unidos. No total 34 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Nós apreendemos armas, joias, documentos, veículos importados, caminhonetes, caminhões bitrens, que a depender do modelo, vale mais de R$ 1 milhão, e casas de luxo. A quantia aproximada dos bens sequestrados é de R$ 200 milhões", informou o delegado Márcio Henrique Marques.

Caminhão e moto sequestrados pela polícia durante operação contra organização criminosa especializada em sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e estelionato (Divulgação/Polícia Civil)

Caminhão e moto sequestrados pela polícia durante operação contra organização criminosa especializada em sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e estelionato (Divulgação/Polícia Civil)

Como agiam

A PC explicou que a prática criminosa já vem da família. Vinicius comprava os grãos com o preço acima da tabela e os vendiam abaixo da tabela. "Quem ficava com essa conta era o Estado de Goiás porque eles não recolhiam o tributo. Eles também constituíam empresas exclusivamente para emissão de notas fiscais frias e contratavam laranjas para constituir essas empresas e promover a sonegação fiscal", afirma o delegado.

A investigação apontou que, a partir da sonegação fiscal, eles praticaram diversos atos característicos de lavagem de capitais para que o dinheiro desviado do Estado retornasse para as contas como se fosse lícito. "Não satisfeito com os valores que obteram com a prática de sonegação fiscal, ou com a prática de diversos estelionatos, eles vitimaram os produtores rurais de Rio Verde. Ele comprou dos produtores, não pagou e vendeu para outros e não entregou, informou o delegado.

Notas de defesa

Defesa de Vinicius e Camila

"Gilles Gomes e Emerson Ticianelli, Advogados de Vinicius e Camila, afirmam que os fatos a eles atribuídos na denúncia do MPGO não configuram crime, tratando-se a investigação de indevida utilização de expedientes criminais para o fim de forçar o cumprimento de contratos em andamento ou a vencer, o que já foi provado por seus clientes".

Defesa de investigados

"Os advogados Alessandro Gil Moraes Ribeiro (OAB/GO 16.797) e Danilo Marques Borges (OAB/GO 27.755), no exercício da defesa técnica de S.P.M., P.M.M.M., F.M.M. e M.B.S.M., vêm a público esclarecer que tiveram ciência da denúncia formalizada pelo Ministério Público, cuja narrativa será devidamente enfrentada nos autos do processo judicial instaurado.

Cumpre destacar que a denúncia representa, exclusivamente, a versão inicial da acusação, não constituindo juízo de culpabilidade. No decorrer do processo, com a observância rigorosa das garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa, a inocência de nossos clientes será cabalmente demonstrada, por meio de provas técnicas e robustas.

A defesa reafirma seu compromisso com a justiça e com o devido processo legal, confiando na imparcialidade do Poder Judiciário para a correta análise dos fatos e para o esclarecimento da verdade.

Por fim, solicitamos à imprensa e à sociedade que aguardem o desfecho do trâmite judicial, evitando pré-julgamentos que possam ferir os direitos e a dignidade das partes envolvidas.

Alessandro Gil Moraes Ribeiro

OAB/GO 16.797

Danilo Marques Borges

OAB/GO 27.755"

Geral

Caminhão-tanque carregado de etanol explode, atinge casas e deixa quatro pessoas feridas; vídeo

Segundo bombeiros, veículo tinha 23 mil litros de álcool que vazou e escorreu para dentro de córrego da cidade

Modificado em 25/02/2025, 11:51

undefined / Reprodução

Um caminhão-tanque carregado de etanol explodiu, atingiu casas e deixou quatro pessoas feridas, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, relatou o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBM-GO). O acidente aconteceu no Jardim Goiás, na segunda-feira (24), e, segundo o motorista, o veículo ficou sem freio ao descer uma ladeira, tombou sobre calçada e muro de casa (veja vídeo acima).

De acordo com os bombeiros, ao capotar, o caminhão pegou fogo e atingiu uma residência. Foram socorridos o motorista, com escoriações leves; um morador da casa, com suspeita de fratura no abdômen; uma criança de 8 anos, com ferimentos leves; e uma mulher desmaiou após o acidente.

O Corpo de Bombeiros informou que eles foram encaminhados para o hospital. Mas, como os nomes dos feridos não foram divulgados, o POPULAR não conseguiu informações sobre os estados de saúde deles até a última atualização desta reportagem.

O CBM acrescentou que o veículo tinha 23 mil litros de álcool, que escorreu para o leito do córrego Barrinha. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Rio Verde e questionou se há monitoramento do impacto ambiental para o local. Além disso, se a gestão irá autuar a empresa transportadora do líquido de alta periculosidade e se prestará algum atendimento para família vítima do acidente, mas não houve retorno.

Casa fica destruída após acidente (Divulgação/Equatorial)

Casa fica destruída após acidente (Divulgação/Equatorial)

Os bombeiros ressaltaram que uma equipe permaneceu no local do incêndio até a chegada de representantes da empresa proprietária do caminhão-tanque. Conforme a corporação, a rua foi interditada e a eletricidade desligada pela concessionária Equatorial.

A Equatorial Goiás informou, por nota, que equipes da distribuidora foram acionadas e estiveram no setor para avaliar a situação, garantir a segurança e recuperação da rede elétrica. A empresa destacou que a normalização do serviço esta programado para ocorrer na manhã desta terça-feira (25).

O incêndio causou danos em três ramais de ligação, afetando três unidades consumidoras. Por segurança, foi necessário realizar o desligamento imediato desses ramais, uma vez que a fiação foi danificada. No entanto, devido ao risco gerado pelas chamas e à necessidade de controle da situação pelos bombeiros, não foi possível restabelecer o fornecimento de energia no mesmo momento", cita comunicado.

A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil de Goiás (PC-GO) para saber sobre a investigação desse acidente, mas não houve retorno.

Caminhão atingiu rede elétrica, informou Equatorial (Divulgação/Equatorial)

Caminhão atingiu rede elétrica, informou Equatorial (Divulgação/Equatorial)

Íntegra da nota da Equatorial

A Equatorial Goiás informa que, devido ao incêndio ocorrido na tarde desta segunda-feira (24) no setor Jardim Goiás, em Rio Verde, equipes da distribuidora foram acionadas e estiveram no local para avaliar a situação e garantir a segurança da rede elétrica. O trabalho de recuperação da rede e normalização do serviço esta programado para a manhã dessa terça-feira (25).

O incêndio causou danos em três ramais de ligação, afetando três unidades consumidoras. Por segurança, foi necessário realizar o desligamento imediato desses ramais, uma vez que a fiação foi danificada. No entanto, devido ao risco gerado pelas chamas e à necessidade de controle da situação pelos bombeiros, não foi possível restabelecer o fornecimento de energia no mesmo momento.

A Equatorial enfatiza em caso de acidentes os clientes podem entrar em contato pelos canais de atendimento oficiais que funcionam 24 horas por dia:

  • Aplicativo Equatorial Energia, disponível para download no Android e iOS; (novo aplicativo)
  • Call Center 0800 062 0196;
  • *Agência virtual no site da Equatorial *
  • Geral

    Polícia investiga golpe de mais de R$ 260 mil contra empresário de Rio Verde

    Suspeito teve bens apreendidos pela polícia

    Modificado em 21/02/2025, 13:58

    Carro apreendido pela polícia avaliado em R$ 200 mil (Divulgação/Polícia Civil de Goiás (PCGO))

    Carro apreendido pela polícia avaliado em R$ 200 mil (Divulgação/Polícia Civil de Goiás (PCGO))

    A Polícia Civil de Goiás (PCGO) está investigando um golpe de mais de R$ 260 mil contra um empresário em Rio Verde, região sudoeste do estado. Segundo a delegada do caso Luciana Rafaela Fernandes Ferreira Fonseca, um homem de 29 anos é suspeito e está sendo investigado, mas por enquanto não há pedido de prisão. Um mandado de busca e apreensão foi feito e um carro avaliado em R$ 200 mil mais dispositivos eletrônicos foram apreendidos.

    O nome do suspeito não foi divulgado, por isso, O POPULAR não localizou a defesa até a última atualização desta reportagem.

    Os bens do suspeito foram apreendidos nesta quarta-feira (19) por meio da operação Vitrine realizada pela PCGO. Mas conforme a delegada, só poderão ser entregues a vítima, como uma espécie de ressarcimento após passar pela autorização do judiciário. "Os bens estão acautelados e serão enviados ao poder judiciário quando o inquérito for remetido. Somente o judiciário pode direcionar bens para a vítima ao final do processo", explicou a delegada.

    undefined / Reprodução

    Segundo Luciana Fonseca, o suspeito conheceu o empresário por meio de uma amiga e fecharam negócio.

    Após algumas conversas, o investigado e a vítima tiveram a ideia de expandir o negócio, planejando abrir várias lojas em shopping popular na cidade. O investigado ficaria encarregado da administração, compras de produtos, reformas e montagem das lojas, enquanto a vítima aceitou uma proposta de pagar ao investigado 10% do lucro líquido das lojas como forma de compensação pelos seus serviços", contou a delegada.

    Além da distribuição de tarefas e a porcentagem estabelecida, o suspeito informou para a vítima que tinha experiência e contatos na montagem de lojas. "O que levou a vítima a firmar a parceria, assinando um contrato com ele", informou a delegada Luciana Fonseca.

    No entanto, após trabalharem juntos, a vítima passou a suspeitar dos adiantamentos financeiros solicitados pelo suspeito para fazer a compra de algumas marcas de tênis e roupas de marcas de alto custo, além da quantidade de produtos inferiores.

    Parte do serviço foi entregue, mas com qualidade muito mais baixa que o prometido e quantidades bem menores que o contratado. Eles transacionaram comercialmente por alguns meses até o empresário se dar conta de que estava sendo enganado", afirmou delegada.

    Ainda conforme a divulgação da Polícia Civil, alguns produtos estavam sem nota fiscal, enquanto outros nunca foram repassados a vítima.

    Denúncia contra Bolsonaro cita Goiânia 18 vezes e tem 4 nomes com atuação no estado
    Empresária presa teria desviado cerca de R$ 5 milhões
    Golpe do falso Elon Musk: idosa perde mais de R$ 150 mil após acreditar que namorava com empresário bilionário

    Em setembro de 2024 o empresário denunciou o ocorrido e após cinco meses de investigações, a polícia suspeita que o prejuízo a essa vítima possa ser bem mais do que o valor de R$ 260 mil. Além do empresário, a delegada contou que existem outras vítimas, mas que preferem não denunciar. "Existe notícia que existem outras vítimas, mas elas acabaram firmando acordo e outras preferiram não denunciar", informou a delegada.

    Ele está em liberdade, o fato ocorreu há algum tempo e, portanto, não estão preenchidos os requisitos da prisão preventiva", explicou a delegada.

    Ainda conforme Luciana Fonseca, o suspeito agia sozinho, mas será investigado pela polícia se existiam mais pessoas envolvidas.

    Carro apreendido pela polícia avaliado em R$ 200 mil

    Carro apreendido pela polícia avaliado em R$ 200 mil (Divulgação/Polícia Civil de Goiás)

    Geral

    Jovem é encontrada morta em banheiro de casa após companheiro ligar para família e confessar crime, diz polícia

    Suspeito fugiu, mas foi encontrado e preso em um hotel, em Rio Verde. Leidy Daiane Ferreira da Costa, de 20 anos, tinha dois filhos

    Leidy Daiane Ferreira da Costa, de 20 anos, tinha dois filhos e trabalhava trabalhava em um lava jato automotivo na cidade (Reprodução/Redes sociais)

    Leidy Daiane Ferreira da Costa, de 20 anos, tinha dois filhos e trabalhava trabalhava em um lava jato automotivo na cidade (Reprodução/Redes sociais)

    Leidy Daiane Ferreira da Costa, de 20 anos, foi encontrada morta após ser esfaqueada no pescoço no banheiro de casa, em Aparecida do Rio Doce, no sudoeste goiano. O corpo foi localizado depois que o companheiro da vítima ligou para a família dele e confessou o crime. Ramon Oliveira de Jesus, de 27, fugiu, mas foi preso nesta segunda-feira (17), suspeito de praticar o feminicídio.

    O POPULAR não conseguiu localizar a defesa do suspeito para que pudesse se posicionar. A Defensoria Pública Estadual de Goiás informou que não representa Ramon nesse caso.

    O crime aconteceu na noite deste domingo (16), na Rua 7 de Setembro, no Setor Central. De acordo com a Polícia Militar (PM), a mãe de Leidy recebeu uma ligação de um familiar do suspeito que informou que Ramon havia confessado o crime e estava em fuga.

    Ao chegarem à residência da jovem, os policiais encontraram a vítima caída no banheiro, nua e com sinais de violência, incluindo marcas de sangue na perna e na cabeça, além de um golpe de faca no pescoço.

    Mulher é morta dentro de casa; companheiro é suspeito do crime
    Índices caem, mas violência contra mulher é desafio
    Colega confessou que matou cuidadora de idosos após ela se recusar a beijá-lo, diz polícia

    Conforme a PM, o suspeito fugiu para Rio Verde, contudo, foi localizado e preso pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE), escondido em um hotel no Jardim Presidente. Ele confessou o crime aos policiais e contou que atacou a vítima com uma facada no pescoço da vítima.

    Ramon Oliveira de Jesus, de 27, fugiu, mas foi preso nesta segunda-feira (17), suspeito de praticar o feminicídio. (Divulgação/Polícia Civil)

    Ramon Oliveira de Jesus, de 27, fugiu, mas foi preso nesta segunda-feira (17), suspeito de praticar o feminicídio. (Divulgação/Polícia Civil)

    Com o Ramon, a polícia apreendeu dois canivetes e cerca de R$ 150 em espécie. O suspeito disse à polícia que pretendia fugir para a Bahia, seu estado natal. Ele foi encaminhado para a Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão de Rio Verde. A Polícia Civil investiga a motivação do crime.

    Ao POPULAR , a família informou que Leidy tinha dois filhos e trabalhava em um lava jato automotivo na cidade. A reportagem não conseguiu informações sobre o velório.