Geral

Pedido de UTI adulto para casos de Covid sobe 88% em maio em Goiás

Solicitações dos municípios goianos para o estado têm a primeira alta no ano. Nos primeiros seis dias deste mês, cidades pediram em média dez unidades intensivas diariamente

Modificado em 20/09/2024, 00:58

Pedido de UTI adulto para casos de Covid sobe 88% em maio em Goiás

A quantidade de pedidos de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) para pacientes adultos com Covid-19 dos municípios goianos para a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) aumentou 88,52% em maio com relação a abril deste ano.

No mês passado, as cidades do estado solicitaram um total de 115 UTIs à rede estadual, enquanto que anteriormente isso havia sido feito por 61 vezes. A média com relação aos primeiros seis dias de junho, último dado informado pela secretaria estadual, também já é maior do que a registrada no mês anterior. Em maio foram 3,7 solicitações por dia e nestes primeiros dias do mês o índice aponta 9,3 pedidos diários.

Levando em conta a soma das UTIs para pacientes adultos e pediátricos, o número se eleva para 4,6 em maio ante 10 nos primeiros seis dias de junho.

A presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado de Goiás (Cosems-GO), Verônica Savatin, acredita que esta alta de solicitações se dá por uma alta de casos não só da Covid-19, mas também de outras doenças, incluindo síndromes respiratórias e dengue, que ocupam os leitos nas cidades. Assim, os municípios não estão reabrindo os leitos de Covid-19 por ter outras prioridades.

Verônica relata que os secretários municipais têm percebido o aumento de casos de infecções pelo coronavírus, mas que não com pessoas em risco de morte, fazendo com que o tratamento seja demandado para a rede estadual.

Válido lembrar que as unidades intensivas para o tratamento da Covid-19 demandam isolamento, o que não é exigido para a dengue, por exemplo. "O foco dos municípios em relação à Covid tem sido para a vacinação e a testagem. Os leitos hospitalares estão cheios com as demais doenças, mas nós atualmente temos os equipamentos e, se for necessário, poderemos ter leitos de Covid reabertos."

A alta, no entanto, ainda não atingiu os leitos de UTIs pediátricas, o que só ocorreu neste ano na comparação de fevereiro com janeiro. Já em maio o número de solicitações destes leitos foi 28, enquanto que em abril os municípios pediram 54 vezes.

A SES-GO informa que "está reestruturando a rede estadual de leitos pediátricos para leitos de isolamento". A expectativa é que estejam adequados para receber pacientes gerais e os que necessitem de isolamento.

Com relação aos pedidos totais de internação, ou seja, somando as unidades intensivas e os tratamentos nas enfermarias, a comparação de maio com abril mostra um aumento de 33,07%. No mês passado foram 341 solicitações ante 257 anteriormente. Nos seis primeiros dias de junho, com base neste dado, a SES-GO já recebeu 143 pedidos dos municípios, ou seja, uma média de 23,83 por dia. No total do ano, a secretaria estadual tem um índice de demanda municipal de 25,52 solicitações diárias, o que indica um primeiro trimestre do ano com mais pedidos.

Para se ter uma ideia, o número de maio ficou ainda abaixo do registrado em março (409) e é cerca de um terço do que se teve em fevereiro (1.120) e ainda menos do que em janeiro (1.735). As cidades de Aparecida de Goiânia e Goiânia são as que mais solicitaram leitos para a rede estadual, sendo 566 e 398 entre os dias 1º de janeiro de 6 de junho deste ano, respectivamente.

O mesmo ocorre com relação à demanda por UTIs. Neste caso, Aparecida já solicitou leitos por 203 vezes e a capital por 176. A diferença é que em Goiânia houve aumento em maio em relação a abril, enquanto que na cidade vizinha há uma redução.

Segundo a SES-GO, observa-se "uma alta sazonal do número de casos da Covid-19, influenciada pelo clima frio, gerando consequentemente uma alta no número de solicitações de internações para casos suspeitos da doença que necessitam de isolamento".

A secretaria explica que muitos pedidos recebidos pela Central de Regulação Estadual relativos à síndrome respiratória aguda grave (Srag) são cancelados após resultados de exame negativo para Covid-19. A expectativa dos técnicos em saúde do estado é que "o cenário epidemiológico poderá ser algo parecido com o vivenciado em janeiro deste ano".

Por outro lado, a SES-GO não tem utilizado o termo "quarta onda" para descrever o aumento de casos da Covid-19 neste ano, o que é indicado também pela alta de solicitações por leitos específicos da doença.

A secretaria explica que "não existe uma definição técnica do que são ondas Covid-19, mas podemos dizer que estamos sim em um novo período de aumento de casos". A pasta reforça que as medidas de controle são principalmente a vacinação e as medidas não farmacológicas como o uso de máscara e a higienização das mãos.

Geral

Arquiteta e ex-secretária de turismo morre ao cair de escada em casa, em Rio Verde

Segundo a polícia, Maria Luiza de Moraes se desequilibou e caiu da escada ao tentar entregar um pano a uma pessoa no telhado da casa

Maria Luiza de Moraes morreu após cair do telhado de casa, em Rio Verde (Reprodução/Redes sociais)

Maria Luiza de Moraes morreu após cair do telhado de casa, em Rio Verde (Reprodução/Redes sociais)

A arquiteta e ex-secretária de Turismo, Maria Luiza de Moraes, de 62 anos, morreu após cair de escada em sua casa, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a morte foi constatada no local. A queda, que teria sido de aproximadamente 7 metros, está sendo investigada pela Polícia Civil.

O incidente ocorreu na manhã de quarta-feira (26). Segundo a Polícia Militar, Maria Luiza teria subido na escada para entregar um pano a uma pessoa que realizava a limpeza de placas de energia solar no telhado, quando perdeu o equilíbrio e caiu. O Samu informou que a vítima apresentava trauma na cabeça, embora a causa exata da morte ainda será apurada pela Polícia Científica.

O velório foi realizado na noite de quarta-feira (26) até a manhã de quinta-feira (27) em Rio Verde. O sepultamento ocorrerá às 11h desta quinta-feira, no Cemitério São Sebastião.

A Prefeitura de Rio Verde publicou uma nota nas redes sociais lamentando a morte da ex-servidora e expressou solidariedade à família.

Neste momento de dor, a gestão municipal se solidariza com familiares e amigos", escreveu a prefeitura.

Maria Luiza assumiu a Secretaria Municipal de Turismo em maio de 2014. Anteriormente, em 1988, quando ainda era recém-formada, iniciou sua carreira como arquiteta na Secretaria de Obras da Prefeitura de Rio Verde.Também foi artista plástica, com 25 exposições coletivas e 5 individuais em seu currículo.

Maria Luiza assumiu a Secretaria Municipal de Turismo em maio de 2014 (Reprodução/Redes Socias)

Maria Luiza assumiu a Secretaria Municipal de Turismo em maio de 2014 (Reprodução/Redes Socias)

Nota da Prefeitura de Rio Verde na íntegra:

A Prefeitura de Rio Verde manifesta o mais profundo pesar pelo falecimento da ex-servidora municipal Maria Luiza Moraes. Neste momento de dor, a gestão municipal se solidariza com familiares e amigos, expressando as mais sinceras condolências por esta perda.

(Colaborou Rodrigo Melo)

Geral

Onça que nasceu em cativeiro em Goiás é levada à Argentina para viver na natureza

Ayní tem apenas três anos de vida e deve passar por um período de adaptação de um ano na Argentina. A viagem está programada para esta quarta-feira (26)

A onça-pintada Ayní nasceu em junho de 2021 no Instituto Nex, em Corumbá de Goiás (Reprodução/Instituto Nex)

A onça-pintada Ayní nasceu em junho de 2021 no Instituto Nex, em Corumbá de Goiás (Reprodução/Instituto Nex)

A onça-pintada Ayní, que nasceu em cativeiro em Goiás, vai ser levada à Argentina nesta quarta-feira (26) para viver na natureza. O animal nasceu em junho de 2021 no Instituto Nex, localizado em Corumbá de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o custo para soltar uma onça na natureza gira em torno de R$ 1 milhão.

A mãe da pequena onça de apenas 3 anos de vida é a Jací, que foi resgatada na Amazônia há 12 anos, após ser encontrada sozinha e ferida por uma enchente, com uma fratura exposta na pata dianteira.Ela recebeu cuidados no Instituto Nex, mas devido à necessidade de cuidados específicos, acabou permanecendo no santuário de onças.

Em entrevista à TV Anhanguera, Daniela Gianni, coordenadora de projetos do Instituto Nex, explicou que Ayní é a primeira onça nascida em cativeiro no Brasil que será solta na natureza, embora seja a terceira a ser levada à Argentina, após outras duas fêmeas resgatadas pelo Instituto.

É um animal extremamente ameaçado, e por isso fazemos a reprodução em cativeiro. O ápice do nosso trabalho é poder soltar esses animais na natureza, tanto os resgatados, quando conseguimos reabilitá-los 100%, quanto os que nascem aqui. E, pela primeira vez, temos uma onça nascida em cativeiro com o perfil adequado para a soltura. Ela é agressiva e não gosta do contato humano", explicou Daniela.

De acordo com a coordenadora, Ayní passará por um período de adaptação na Argentina, onde conhecerá o clima local e os outros animais com os quais vai conviver. Antes da viagem, a onça passou por uma bateria de exames para garantir que está saudável.

Ela passará pelo menos um ano de treinamento, caçando animais da região, e depois será feita a soltura branda, ou seja, a porta do recinto será aberta e ela poderá entrar e sair quando quiser. Precisamos deixar a natureza seguir seu curso, e nada nos deixa mais felizes do que ver essa espécie vivendo livre", comemora Daniela Gianni.

Geral

Covid 5 anos: sequelas da pandemia seguem vivas

Em 26 de março de 2020, morria a primeira vítima do coronavírus em Goiás. Viúvo e filhas de Maria Lopes ainda choram a perda devido à doença que devastou centenas de milhares de famílias no Brasil

Irmãs Iara e Sandra celebram a vida de seu pai, Paulo Alves de Souza, 1º paciente do HCamp na pandemia (Wildes Barbosa / O Popular)

Irmãs Iara e Sandra celebram a vida de seu pai, Paulo Alves de Souza, 1º paciente do HCamp na pandemia (Wildes Barbosa / O Popular)

Cinco anos depois, ainda é difícil aos familiares de Maria Lopes de Souza recordar o momento de sua partida após a infecção pelo Sars-CoV-2, que por muito tempo foi chamado de "novo coronavírus", surgido na China. A técnica de enfermagem aposentada, então com 66 anos, moradora de Luziânia, município do Entorno do Distrito Federal, foi a primeira vítima fatal da Covid-19 em Goiás. Naquele 26 de março de 2020, o Brasil já registrava 76 mortes, mas ainda havia um cenário de incertezas. No Estado, as autoridades de saúde buscavam respostas para delinear a melhor forma de atendimento à população. A perplexidade pairava Brasil afora.

A assistente social Sandra de Souza, 46, filha caçula de Maria Lopes, busca na memória os dias que antecederam a morte da mãe. "Estávamos com muito medo, as escolas tinham parado de funcionar e nós orientamos nossos pais a ficarem isolados na fazenda, sem receber ninguém." No dia 13 de março, o Decreto 9.633/2020 definiu a situação de emergência na saúde pública em Goiás e a partir daí vieram sucessivos decretos determinando isolamentos. Sandra conta que no final da primeira quinzena de março a mãe foi a uma igreja. "Acreditamos que foi o local da contaminação, porque ela não saía de casa."

O mal-estar respiratório de Maria e do marido Paulo Alves de Souza, então com 72 anos, alertou os filhos. "Pensamos em pneumonia, mas estranhamos porque ficaram doentes juntos", relata Sandra. Levaram o casal a uma unidade de pronto atendimento (UPA), onde foi medicado. Como a febre de Maria não cedeu, ela se dirigiu a um hospital privado de Luziânia e o médico a encaminhou para a UPA do Jardim Ingá, por entender que a unidade pública estaria mais preparada para casos daquele vírus desconhecido. "Ela ficou na sala vermelha e lá não tinha tomografia. Minha irmã a levou para um hospital particular de Valparaíso e o exame deu sugestivo de Covid", lembra a filha.

Maria Lopes de Souza: vítima da doença e do negacionismo (Divulgação)

Maria Lopes de Souza: vítima da doença e do negacionismo (Divulgação)

"Foi aterrorizante. Cinco anos depois é difícil falar nisso. Enquanto tentávamos entender o que estava acontecendo, agarrados a qualquer fio de esperança, o que recebíamos era desinformação. Diziam que era exagero, que era só uma "gripezinha" e que o medo era infundado." Maria Lopes foi transferida para Goiânia e internada no Hospital de Doenças Tropicais (HDT), então a unidade referência para atender infectados pelo novo coronavírus. Ela morreu na madrugada do dia 26, um dia após a internação. As autoridades de saúde anunciaram o óbito ressaltando que se tratava de uma paciente com comorbidades.

Há 5 anos, OMS declarou pandemia: Brasil tinha futebol lotado e Bolsonaro minimizava o vírus
Médicos relembram medo no início da pandemia no Brasil
Vida na favela favorece mutações do coronavírus

Ao saber da morte da mulher, Paulo começou a passar mal e foi levado para a UPA do Jardim Ingá e de lá para Goiânia, tornando-se o paciente inaugural do primeiro Hospital de Campanha (HCamp) para enfrentamento da nova doença, montado em 14 dias no antigo Hospital do Servidor Público, que nunca tinha funcionado. "Era tudo novo e foi muito sofrido para a família. As pessoas evitavam contato conosco. Não passavam na calçada de nossas casas. Até parentes tinham receio. Na época, eu não conseguia falar no assunto", lembra a filha. Paulo ficou internado por seis dias. Sua alta foi muito comemorada pelos servidores, mas psicologicamente o motorista aposentado estava devastado.

"Ele se recuperou rapidinho, mas ficou depressivo. Até hoje, quando toca no assunto, chora", afirma a filha. Paulo não ficou com sequelas da Covid-19 e, aos 77 anos, continua morando na propriedade rural da família. Ele e Maria tiveram três filhos (Iara, Luis Carlos e Sandra), nove netos e dois bisnetos. "Há cinco anos, a Covid-19 mudou o mundo. Para nós, é uma mudança que tem nome, tem rosto e tem ausência. Nossa mãe é uma das vítimas dessa doença que muitos insistiram em negar. A nossa perda não foi só um número. Foi um vazio que nunca mais se preencheu. O que dói não é só a perda, mas a maneira como tudo aconteceu. Além da dor de ver quem a gente ama partir, tivemos que enfrentar o peso da negação, do descaso e da mentira."

Para enfrentar o luto, Sandra decidiu homenagear a mãe criando dois perfis em redes sociais -- @oamorquefica -- que, juntos, somam 1 milhão de seguidores. Neles, além de amor, ela fala de ausência e de resiliência. "A dor persiste, a saudade sufoca e a revolta ainda arde. Nossa mãe não foi só uma estatística, foi amor, foi história e foi vida. Ela foi tirada de nós por um vírus e por um sistema que preferiu fechar os olhos para a verdade", enfatiza.

Relações desfeitas pelo vírus

Marcada pela dor, a história de Maria e Paulo Lopes de Souza, até então um anônimo casal de Luziânia, se soma a muitas outras que vieram depois. No dia 12 de março, data em que o Brasil registrou a primeira morte por Covid-19, o músico Roberto Célio Pereira da Silva, o Xexéu, vestiu uma camiseta com a inscrição "Cláudia-se" para uma de suas apresentações. Foi a forma que encontrou para homenagear a afilhada e amiga Cláudia Garcia, cantora que morreu aos 49 anos no dia 26 de fevereiro de 2021. "Hoje chorei muito", contou ao POPULAR. Cláudia foi aliada de Xexéu na criação do projeto Adote a Arte que forneceu alimentos e material de limpeza ao pessoal da cultura que ficou sem trabalho durante a pandemia.

O músico Xexéu mostra no celular a foto com a amiga e cantora Cláudia Vieira, vítima da Covid-19 em fevereiro de 2021 (Diomício Gomes / O Popular)

O músico Xexéu mostra no celular a foto com a amiga e cantora Cláudia Vieira, vítima da Covid-19 em fevereiro de 2021 (Diomício Gomes / O Popular)

Xexéu e a mulher Daniela foram contaminados. Ele chegou a ficar internado com 50% do pulmão comprometido e caiu em tristeza profunda após a morte de Cláudia Garcia. Mas não deixou seu propósito esmorecer. Mobilizou amigos e fez a diferença, assim como outros colegas do meio cultural, entre eles o músico Carlos Brandão e o artista circense Maneco Maracá, que também lideraram iniciativas semelhantes. "Estimo que 15 mil cestas tenham sido distribuídas pelo Adote a Arte no auge da pandemia e depois", afirma. Xexéu lembra ainda que os artistas foram uma espécie de agentes de saúde naquele período tenebroso. "As lives -- apresentações online -- salvaram muita gente da depressão."

Quase dez meses após Goiás ter sido apresentado oficialmente à pandemia e suas consequências sanitárias, econômicas e emocionais, a capital passou por um momento espinhoso. Aos 71 anos, o ex-governador Maguito Vilela morreu no dia 13 de janeiro de 2021 em decorrência das sequelas da Covid. Em agosto do ano anterior, o político havia perdido duas irmãs em Jataí para a doença. Maguito já estava internado quando foi eleito para administrar Goiânia com 52% dos votos no segundo turno das eleições de 2020. Tomou posse de forma virtual e se licenciou do cargo. A gestão da capital pelos quatro anos seguintes ficaria a cargo do vice, Rogério Cruz.

No tribunal

A técnica judiciária Ariony Chaves de Castro, responsável pelo centro de memória do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO), fez da dor uma catarse. Em outubro de 2020, ela viu a Covid levar a cunhada, o irmão, os sogros dele. Em 2021, perdeu a irmã. "O Tribunal ficou fechado, mas trabalhei todos os dias. Foi o período em que mais produzi.Em alguns dias, eu sentava no chão e chorava muito. Tinha muito medo de morrer e deixar meu filho, então com 16 anos. O que me salvou foi a minha fé."

Servidora do TRT, Ariony Chaves, que perdeu 5 pessoas da familia para a Covid, fez documentário sobre a pandemia no tribunal: “O que me salvou foi a minha fé” ( Wesley Costa / O Popular)

Servidora do TRT, Ariony Chaves, que perdeu 5 pessoas da familia para a Covid, fez documentário sobre a pandemia no tribunal: “O que me salvou foi a minha fé” ( Wesley Costa / O Popular)

Ariony produziu o documentário A Repercussão da Pandemia de Covid-19 no TRT-GO, em que mostra as providências para manter o serviço jurisdicional e depoimentos de servidores e magistrados atingidos pela doença. A produção foi exibida no Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) e concorre este ano ao Prêmio CNJ do Poder Judiciário.

Foi em 2021 que foi registrado o maior número de óbitos pela doença, em razão da chegada da variante ômicron, uma mutação do coronavírus. O produtor Felipe Jorge Kopanakis acompanhou em Goiânia o sofrimento do pai de 81 anos, que ficou cinco dias intubado antes de morrer, em maio daquele ano. Ele vivia em Niterói (RJ) e colaborou na produção do filme Mulheres & Covid, assinado pela irmã Fernanda Kopanakis e Ivan de Angelis, uma parceria com a Fiocruz. Depois disso, se cadastrou na Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid (Avico). "A Covid impactou todo mundo. Fui me aprofundando no tema e vejo que um dos grandes problemas da sociedade brasileira é esquecer o passado. Houve uma onda de desinformação e mentiras, precisamos lutar contra isso."

Membro de uma organização não governamental que atua com cinema e literatura em escolas públicas às margens dos rios Guaporé, Amazonas e Negro, na Amazônia, Jorge Kopanakis conta que após a pandemia só conseguiu voltar à região em 2024. "O impacto da Covid nessas comunidades distantes foi imenso. Já existe um isolamento natural porque não têm estradas. Para chegar a Manaus, é preciso pegar uma voadora (tipo de barco comum na Amazônia) e viajar 12 horas. Ninguém chegava e as pessoas foram morrendo. Teve um professor que morreu por falta de oxigênio." O produtor pretende se dedicar a um documentário sobre vacinação. "A taxa vacinal do País caiu. Estamos negando a ciência."

IcEconomia

Emprego

Empresas oferecem mais de 80 vagas de emprego em Goiás

Há oportunidades para costureira, ajudante de pedreiro, representante comercial, auxiliar de RH e muito mais. Confira os prazos e como se candidatar

Carteira de trabalho digital e física

Carteira de trabalho digital e física (Reprodução)

Veja as vagas de emprego disponíveis em Goiás nesta quarta-feira (26). Há oportunidades para costureira, ajudante de pedreiro, representante comercial, auxiliar de RH e muito mais. Confira os prazos e como se candidatar.

Veja as vagas disponíveis:

Goiânia

Consciente Construtora

Total de vagas oferecidas: 30 vagas
Cargo oferecido:

30 vagas para ajudante de pedreiro

Prazo para se inscrever: indeterminado
Salário: a combinar
Como se candidatar: entrar em contato pelo telefone ou Whatsapp (62) 99692-6375
Contato: (62) 99692-6375

Assaí Atacadista

Total de vagas oferecidas: 23 vagas
Cargos oferecidos:

2 vagas para repositor de perecíveis
2 vagas para repositor de mercearia
2 vagas para prevenção de perdas
1 vaga para auxiliar de açougue
3 vagas para operador de depósito
10 vagas para operador de caixa
1 vaga para auxiliar de RH
1 vaga para auxiliar de refeitório
1 vaga para locutor

Prazo para se inscrever: indeterminado
Salário: de R$ 1.523,00 A R$ 1.831,00 - a depender do cargo
Como se candidatar: enviar currículo para o Whatsapp (62) 99677-5731
Contato: (62) 99677-5731

Unicom

Total de vagas oferecidas: 30 vagas
Cargo oferecido:

30 vagas para consultor de vendas

Prazo para se inscrever: até 19/04
Salário: a combinar
Como se candidatar: enviar currículo para o e-mail selecao@emporioprime.net ou WhatsApp (62) 98191‑9614
Contato: (62) 98191‑9614

Aparecida de Goiânia

JM Cortinas

Total de vagas oferecidas: 2 vagas
Cargos oferecidos:

1 vaga pra costureira
1 vaga para auxiliar de costureira

Prazo para se inscrever: indeterminado
Como se candidatar: enviar currículo para o Whatsapp (62) 99905-5426
Contato: (62) 99905-5426

Piracanjuba

Grão Dourado Industrial e Comercio

Vagas oferecidas: 2 vagas
Cargo oferecido:

2 vagas para representante comercial

Prazo para se inscrever: até 20/04/2025
Salário: a combinar
Como se candidatar: encaminhar o currículo para o WhatsApp (64) 99226-1001
Contato: (64) 99226-1001 ou (64) 99968-0025