Geral

Setor de serviços cresce 3,7% em fevereiro e supera nível pré-pandemia, segundo IBGE

Segundo o IBGE, são nove meses consecutivos de taxas positivas nos serviços

Folhapress

Modificado em 21/09/2024, 01:22

Brasileiros se sentem desanimados com situação do país

Brasileiros se sentem desanimados com situação do país (Tomaz Silva / Agência Brasil)

O setor de serviços cresceu 3,7% em fevereiro em relação a janeiro, resultado acima do previsto e que representa uma volta ao período pré-crise. Apesar do bom resultado, a recuperação do setor ainda é desigual e há dúvida sobre sua continuidade diante do recrudescimento da pandemia.

Os dados são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quinta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As pesquisas dos outros dois grandes setores mostraram que a indústria registrou contração de 0,7% e o comércio crescimento de 0,6% em fevereiro, em relação ao mês anterior.

Segundo o IBGE, são nove meses consecutivos de taxas positivas nos serviços. Nesse período, houve crescimento acumulado de 24%, o que supera a queda de 18,6% registrada de março a maio de 2020. Com isso, o setor está 0,9% acima do patamar de fevereiro de 2020.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o volume do setor de serviços recuou 2%, completando 12 meses de taxas negativas. A expectativa dos analistas era um crescimento de 1,3% no mês, com queda de 3,5% na comparação anual.

As surpresas positivas no mês vieram dos serviços prestados às famílias, como bares e restaurantes, e do segmento de transportes, principalmente de cargas.

O aumento na circulação de pessoas foi um dos fatores que impulsionou o crescimento do setor de serviços nos primeiros dois meses do ano.

Em fevereiro, apesar do recrudescimento da pandemia, as restrições às atividades eram menores do que as adotadas a partir de março, quando serviços não essenciais deixaram de funcionar em várias regiões do país diante do colapso no sistema de saúde.

Entre as atividades, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceram 4,4%. O segmento já supera em 2,8% o patamar de fevereiro do ano passado e atingiu seu ponto mais alto da série iniciada em janeiro de 2011.

"Nesse segmento vêm se destacando as empresas que prestam serviço de logística, que já vinham tendo alta expressiva por conta do aumento das exportações de petróleo e do agronegócio e, durante a pandemia, teve uma grande escalada de demanda, devido ao crescimento das vendas no comércio online", afirma o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Lobo afirma que o segmento de transporte terrestre, que cresceu 5,5% em relação a janeiro, vem segue trajetória ascendente importante, principalmente devido ao aumento da demanda pelo transporte rodoviário de cargas.

O segmento de tecnologia da informação, com alta de 1,7% no mês, também atingiu o patamar mais alto na série histórica do IBGE.

O segmento que mais sofreu com a pandemia até o momento são os serviços prestados às famílias (como alimentação, entretenimento e hospedagem). Eles cresceram 8,8% de janeiro para fevereiro, o que se deve à base de comparação baixa, segundo o instituto. Ainda estão 23,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020.

"Sendo uma das atividades mais afetadas pelas restrições impostas por estados e municípios para enfrentamento da pandemia, serviços prestados às famílias tiveram perdas significativas entre março e maio e ainda oscilam muito, conforme as medidas de isolamento social são relaxadas ou enrijecidas", afirma Lobo.

São Paulo liderou a recuperação em fevereiro, com crescimento de 4,3%, seguida por Minas Gerais (3,5%), Mato Grosso (14,8%) e Santa Catarina (3,9%). O Distrito Federal teve a retração mais relevante (-5,1%).

Ainda segundo o IBGE, o índice de atividades turísticas cresceu 2,4% em fevereiro, apesar do adiamento no Carnaval, segunda taxa positiva seguida. Mesmo tendo avançado 127,5% de maio de 2020 a fevereiro de 2021, está 39,2% abaixo de fevereiro de 2020.

Sete dos 12 locais pesquisados tiveram expansão do turismo no mês, com destaque positivo para Goiás (9,1%), Minas Gerais (6,8%) e Pernambuco (4,9%) e São Paulo (3,4%). E negativo para Distrito Federal (-8,2%) e Bahia (-2,8%).

Rodolfo Margato, economista da XP, afirma que, enquanto os serviços prestados às empresas estão se recuperando em ritmo moderado, os serviços prestados às famílias continuam a sofrer com medidas de isolamento social, inflação e menor renda disponível. Para ele, esses segmentos devem se recuperar de forma consistente apenas após avanços adicionais na campanha de imunização.

Diante do agravamento da pandemia ao longo das últimas semanas e das medidas de distanciamento social mais rígidas, a XP projeta queda dos serviços de 4,2% em março, acumulando crescimento de 2% no primeiro trimestre, sendo que metade desse resultado se deve ao carrego estatístico favorável do trimestre anterior.

A estimativa da XP para o PIB (Produto Interno Bruto) é de elevação de 0,2% no trimestre encerrado em março e de 3,2% para 2021.

A equipe da Genial Investimentos, do economista José Márcio Camargo, destacou que o IBGE revisou o resultado de janeiro de uma variação de 0,6% para 0,1%.

Segundo a instituição, o segmento de transportes e armazenagem vem sendo puxado pelas empresas de logística por conta do crescimento das exportações e do agronegócio.

Para março, segundo a gestora, praticamente todos os indicares antecedentes apontam redução na atividade do setor de serviços, devido ao agravamento da pandemia, como já apontam dados sobre voos domésticos e as sondagens do setor.

De acordo com o Banco Original, o relaxamento das medidas de isolamento social entre o final de 2020 e o começo de 2021 foi um dos fatores mais importantes para o processo de recuperação do setor, o mais fragilizado pela pandemia.

Em fevereiro, serviços prestados às famílias (bares e restaurantes) e transportes terrestres foram os principais destaques positivos, enquanto telecomunicações e transporte aéreo perderam um pouco de ímpeto, destaca a instituição.

O banco afirma que as perspectivas de recuperação do setor de serviços ainda são positivas, especialmente em meio à expectativa de melhora da pandemia. No curto prazo, no entanto, o aumento do número de casos de Covid-19 pelo país e a retomada do endurecimento das medidas restritivas em março e abril devem pesar negativamente, segundo a instituição.

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Emprego

Percentual de jovens que não estudam nem trabalham é o menor da série histórica, diz IBGE

Os 10,3 milhões de jovens sem ocupação e sem estudo equivalem a 21,2% da população estimada nesta faixa etária, entre 15 e 29 anos

Modificado em 04/12/2024, 15:43

O jovem que não estuda nem trabalha também é chamado de 'nem-nem', no entanto, uma parcela do grupo pode exercer atividades não renumeradas dentro de casa, sem que haja vínculo empregatício

O jovem que não estuda nem trabalha também é chamado de 'nem-nem', no entanto, uma parcela do grupo pode exercer atividades não renumeradas dentro de casa, sem que haja vínculo empregatício (Banco de Imagens)

O Brasil atingiu em 2023 a taxa mínima histórica de jovens entre 15 e 29 anos que não estudavam nem trabalhavam, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os 10,3 milhões de jovens sem ocupação e sem estudo equivalem a 21,2% da população estimada nesta faixa etária, que era de 48,5 milhões. O resultado representa as menores taxas percentuais e os menores valores absolutos desde o início da série do instituto, em 2012. A mínima histórica anterior havia sido registrada em 2013, com 21,6%.

O jovem que não estuda nem trabalha também é chamado de 'nem-nem'. O IBGE, contudo, evita o termo, pois uma parcela desse grupo pode exercer atividades não renumeradas dentro de casa, sem que haja vínculo empregatício.

Segundo o IBGE, no entanto, a participação das mulheres negras (pretas e pardas) de 15 a 29 anos sem trabalhar e sem estudar teve avanço. O grupo, tradicionalmente mais afetado pela falta de estudo e trabalho, era composto por 4,6 milhões no ano passado, ou 45,2% do total de jovens na condição (em 2022, o índice foi de 43,3%). O número representa o maior percentual da série histórica.

Homens pretos e pardos (2,4 milhões ou 23,4%), mulheres brancas (1,9 milhões ou 18,9%) e homens brancos (1,2 milhões ou 11,2%) vieram na sequência.

Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais. A publicação analisa estatísticas obtidas da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), também do IBGE.

PERCENTUAL DE MULHERES NEGRAS CRESCE; MENOR RENDA DOMICILIAR TEM IMPACTO

A participação das mulheres negras aumentou, saindo de 43,3% em 2022 para 45,2% dentre os jovens sem ocupação ou trabalho. Segundo Denise Guichard Freire, uma das analistas da síntese do IBGE, o perfil mais afetado é o de jovens negras sem rede de apoio e que precisam cuidar de familiares.

"Elas não conseguem buscar uma colocação profissional ou estudar, porque não tem política pública para ajudá-las a sair da situação. Todos os outros, principalmente os homens, por não terem tantas responsabilidades, vivem essa condição temporariamente", diz.

Além disso, quanto menor o rendimento domiciliar, maior é a parcela de jovens que não estudam e nem estão ocupados. Em 2023, 49,3% dos jovens dos domicílios 10% mais pobres estavam nesta condição - um em cada dois, a mesma taxa de 2022. No início da série histórica, em 2012, o percentual era de 41,9%.

A taxa é 2,3 vezes maior do que a média dos jovens brasileiros 'nem-nem' (21,2%).

Segundo o instituto, no intervalo entre 2022 e 2023, o total de jovens que não estudam e não estão ocupados recuou 4,9%, devido à melhora de 11,9% entre mulheres brancas e de 9,3% entre homens pretos ou pardos.

A melhora está associada à retomada do mercado de trabalho e ao crescimento do nível de ocupação. O IBGE, no entanto, ponderou que o total de jovens de 15 a 29 anos tem diminuído nos últimos anos, o que impacta o índice.

"Quando tem crise, os jovens saem do mercado de trabalho. Com a retomada da economia, há uma redução dos que somente estudam e dos que não estudam e não estão ocupados", diz Denise.

O dado da Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE, reforça um cenário revelado pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Educação de 2023. Divulgada em março deste ano, a pesquisa afirmava que 9,6 milhões de jovens estavam sem estudar e sem trabalhar, dado que correspondia a quase um quinto (19,8%) da população com idade entre 15 e 29 anos.

IcEconomia

Emprego

Setor de serviços lidera geração de empregos em Goiás

Organizações parceiras como o Iafas, do setor de serviços, foi responsável pela criação de mais de 20 mil vagas de emprego no Estado

Modificado em 17/09/2024, 16:29

Setor de serviços lidera geração de empregos em Goiás

Indo na contramão do panorama do desemprego no Brasil, que subiu no primeiro 7,9% no primeiro trimestre de 2024, Goiás se estabilizou no índice sem deixar de gerar empregos, sendo líder pelo terceiro ano consecutivo, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O setor de serviços no território goiano foi responsável por 22.119 novas vagas, sendo estes 5.212 novos postos formais de trabalho. Caracterizado por atividades heterogêneas quanto ao porte das empresas, remuneração média e intensidade no uso de tecnologias, o desempenho das atividades que compõem o setor tem se destacado pelo dinamismo e pela crescente participação na produção econômica brasileira.

E é ajudando a impulsionar esses números que o Instituto de Assistência Familiar e Amparo Social dos Trabalhadores do Setor de Serviços (Iafas) atua como intermediário entre trabalhadores e empregadores, compartilhando oportunidades de emprego e cursos gratuitos de capacitação profissional.
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Desde que foi inaugurado, em 2017, o instituto foi responsável pela recolocação de pessoas no mercado, que estão trabalhando nas mais variadas áreas como serviços gerais, segurança do trabalho, departamento pessoal, recepção, portaria, jardinagem, zeladoria, vigilância, segurança, dentre outras.

"O nosso principal propósito é conectar trabalhadores às empresas que buscam mão de obra qualificada. Nós preparamos essas pessoas para caso não tenham experiência, por meio de capacitações teóricas e práticas, para que elas se sintam preparadas para o mercado de trabalho", disse a superintendente da organização Rousilene Melo.
<br /> Oportunidades
Com as vagas de emprego renovadas a cada semana, o fôlego por se atualizar nas áreas de atuação também aumenta, o que conta pontos no momento de ser contratado. "Mas esse fator não é determinante no momento que selecionamos os profissionais. Só que, ao tomarem conhecimento dos benefícios que estes irão trazer na carreira profissional deles, muitos se interessam pelos treinamentos ofertados pelo Iafas", enfatiza Rousilene. Ao todo, mais de 40 cursos são oferecidos pelo Instituto.
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Nesta semana, as empresas parceiras do instituto estão com 138 oportunidades para cargos, sendo 80 vagas para Serviços Gerais e Auxiliar de Limpeza; 17 para porteiro; 15 para técnico de Segurança do Trabalho; 15 para recepcionista com experiência; e 11 para zelador. A seleção também é aberta à Pessoas com Deficiência e jovens aprendizes.
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Para se candidatar, os interessados deverão enviar o currículo pelo WhatsApp para o número (62) 3988-3400, informando nome completo, endereço, telefone de contato, escolaridade e experiência profissional, se houver. O cadastro também pode ser realizado através do site iafas.org.br .

Outras informações poderão ser obtidas também pelo email iafas@iafas.org.br ou pelo próprio WhatsApp. O Instituto está localizado na Rua 94 A, Setor Sul, em Goiânia, com horário de atendimento das 7h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Geral

45% dos goianos com mais de 25 anos não concluíram o ensino médio

Homens são os que menos terminam os estudos em Goiás. Dados da Pnad Contínua Educação 2023, divulgados nesta sexta-feira (22), mostram ainda que só 26% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches

Modificado em 17/09/2024, 16:18

45% dos goianos com mais de 25 anos não concluíram o ensino médio

++GABRIELLA BRAGA++

Apesar da redução no porcentual de pessoas com mais de 25 anos que não concluíram o ensino médio desde 2016, Goiás ainda conta com 45,2% da população nesta faixa etária que deixaram a escola sem finalizar a última etapa da educação básica obrigatória. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação 2023 mostram que os homens são os que menos terminam os estudos.

A pesquisa produzida anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi divulgada nesta sexta-feira (22) e aponta para uma tendência de crescimento do nível de instrução da população com a conclusão da educação básica obrigatória, que envolve toda a trajetória escolar do aluno, até o ensino médio. Calcula-se ainda a educação superior, etapa de ensino facultativa.

Em 2016, mais da metade da população goiana com mais de 25 anos havia encerrado os estudos antes da conclusão do ensino médio. A reversão do cenário só foi visualizada em 2022, quando 48,2% não haviam concluído. Vale lembrar que nos anos de 2020 e 2021 a pesquisa não foi realizada. A mudança de tendência para as mulheres já pode ser observada em 2018. Naquele ano, metade havia finalizado os estudos na educação básica.

Em Goiás, para os homens, a reversão foi mais lenta. Apenas no ano passado se registrou menos da metade (47,7%) dos homens sem a conclusão da etapa de ensino obrigatória. No mesmo ano, as mulheres já alcançavam um porcentual ainda menor que o total registrado considerando ambos os sexos: 42,8%.

Superintendente do IBGE em Goiás, Edson Roberto Vieira pontua que os papéis de gênero têm impacto também na formação de homens e mulheres. Ele pondera que, historicamente, as mulheres tiveram mais dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Por isso, a permanência nas escolas se torna maior e, consequentemente, a conclusão dos estudos.

Conforme ele, fatores como a falta de creches impactam no acesso ao mercado de trabalho por parte das mulheres. E é um dos pontos elencados pela Pnad Contínua Educação. Apenas 26,6% das crianças de 0 a 3 anos estão nas creches. Mesmo com o aumento, o porcentual aponta para a problemática da oferta na educação infantil, que é conduzida majoritariamente nas redes municipais de ensino.

O jornal retratou em diferentes ocasiões a barreira que mães enfrentam para conseguir uma vaga para os filhos em Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e Centros de Educação Infantil (CEIs) de Goiânia. Há um déficit de 9,5 mil matrículas nas unidades de ensino da capital. Enquanto isso, muitas mulheres deixam os empregos, ou não conseguem retornar ao mercado de trabalho, pela ausência de um local seguro para deixar as crianças.

Para o superintendente do IBGE em Goiás, os dados que apontam que 45,2% dos goianos em idade acima de 25 anos não concluíram os estudos também estão ligados às altas taxas de abandono escolar no ensino médio, a última etapa obrigatória. "Tem uma maior repetência (reprovação) e evasão", pontua.

Ele destaca ainda que há uma correlação entre a escolaridade, e as posições no mercado de trabalho que serão ocupadas. "O salário está diretamente ligado à produtividade", diz, explicando que a produtividade está relacionada à capacidade de uma pessoa concluir uma atividade mais rápida. "E quanto mais estuda, mais consegue ser produtivo", conclui.

Vieira também pontua que, pelo recorte racial, a população preta e parda é a que mais sofre com a falta de escolaridade. Além da necessidade de ingressar antes no mercado de trabalho, o superintendente pondera que os salários são mais inferiores. "Entra em um ciclo vicioso", comenta. Em 2023, 49,5% dos pretos e pardos com mais de 25 anos não haviam concluído o ensino obrigatório. Por outro lado, o porcentual para os brancos chegou a 37,6%.

Analfabetismo é maior para idosos, homens, pretos e pardos

A Pnad Contínua Educação 2023 mostra ainda para a tendência de queda na taxa de analfabetismo em Goiás e em todo o Brasil. A situação é mais evidente nas idades mais avançadas. O grupo populacional mais idoso tem a maior proporção de analfabetos, que são aquelas pessoas que não sabem nem ler e nem escrever.

No estado, houve redução para todas as faixas etárias. A queda foi ainda maior para a faixa etária de 60 anos ou mais, que saiu de 24,4%, em 2016, para 14,2%, em 2023. Ao mesmo tempo, o grupo de 40 anos ou mais reduziu de 11,8% para 7,5%, respectivamente.

Considerando a população com idade de 25 anos ou mais, a diminuição foi de cerca de dois pontos porcentuais, ficando em 4,9% de analfabetismo no último ano. O cenário se repete para aqueles com 18 anos ou mais, ou 15 anos ou mais. Com a queda de dois pontos porcentuais, ficaram em 4,2% e 4%, respectivamente.

O recorte por gênero mostra que os homens são mais analfabetos que as mulheres, independente de faixa etária. Para aqueles com idade de 15 anos ou mais, a taxa ficou em 4,2% em 2023. No caso de quem possui mais de 60 anos, o analfabetismo alcançou 14,4% do grupo populacional. Já as mulheres permaneceram em 3,8% e 14%, respectivamente.

Pelo recorte racial, é evidente que a população preta e parda acima de 60 anos é ainda mais afetada. Em 2016, o grupo chegava a 30,9% de analfabetos. Sete anos depois, fechou em 17,6%. No entanto, para brancos, a taxa ficou em 9,8% no último ano, com redução de seis pontos porcentuais. No caso da faixa etária de 15 anos ou mais, a diferença é menos explícita: brancos (3,4%) e pretos/pardos (4,4%).

IcEconomia

Emprego

Concurso do IBGE com salários de até R$ 8,4 mil tem vagas para Goiás; veja como se inscrever

Órgão informou que serão 895 vagas no processo de seleção, que faz parte do Concurso Público Nacional Unificado

Modificado em 17/09/2024, 15:41

Concurso do IBGE com salários de até R$ 8,4 mil tem vagas para Goiás; veja como se inscrever

(Flaviana OX/Fesp Palmas/Divulgação)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abrirá nesta sexta-feira (19) as inscrições para cuncurso público com salário de até R$ 8 453,00. São 895 vagas que fazem parte do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) que foi divulgado pelo Governo Federal na quarta-feira (10). Conforme o órgão, existem vagas para cidades em Goiás.

Os interessados devem fazer a inscrição de 19 de janeiro a 9 de fevereiro na página oficial do órgão na internet. Para isso é preciso ter uma conta no gov.br . A prova está prevista para o dia 5 de maio. Segundo o IBGE, esse é o maior concurso já realizado na história do Instituto.

As vagas oferecidas pelo IBGE no CPNU estão distribuídas em sete dos oito blocos e cada candidato só poderá se inscrever para vagas de um determinado bloco, de acordo com sua trajetória acadêmica e interesse pessoal. As áreas profissionais são dividas por blocos de acordo com a especialidade.

Os cargos de pesquisador em informações geográficas e estatísticas tem salário inicial de R$ 10 233,67. Já as funções de nível médio para técnico em informações geográficas e estatísticas receberão R$ 4 008,24. As vagas de nível superior para analista de planejamento; gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas; e tecnologista em informações geográficas e estatísticas têm salário inicial de R$ 8 453,00.

De acordo com o IBGE, servidores federais permanentes têm direito aos benefícios de auxílio-saúde, auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio-creche, e outros. Para candidatos de nível superior, os aprovados poderão trabalhar em diversas localidades do território nacional, dependendo da função escolhida.

As vagas estão distribuidas da seguinte forma:

Bloco 1 - 133 vagas:

Infraestrutura
Exatas
Engenharias

Bloco 2 - 122 vagas:

Tecnologia
Dados
Informação

Bloco 3 - 29 vagas:

Ambiental
Agrário
Biológicas

Bloco 5 - 4 vagas:

Educação
Saúde
Desenvolvimento Social
Direitos Humanos

Bloco 6 - 32 vagas:

Setores Econômicos
Regulação

Bloco 7 - 275 vagas:

Gestão Governamental
Administração Pública

No bloco 8 estão 300 vagas de nível intermediário, e foram separadas em todos as regiões do país. A opção por uma ou mais regiões será feita pelo candidato no momento da inscrição.

91 no Sudeste
86 no Nordeste
47 no Norte
40 no Centro-Oeste
36 no Sul

Os editais de cada blocos temático, o cronograma do processo seletivo e outras informações, estão disponíveis na página oficial do concurso na internet.