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Mais de 30 mil quilombolas vivem em Goiás, aponta IBGE

Número revelado pelo Censo 2022 coloca o estado na 8ª posição no ranking nacional

Modificado em 19/09/2024, 00:42

Comunidade kalunga do Vão de Almas, em Cavalcante

Comunidade kalunga do Vão de Almas, em Cavalcante (Reprodução/G1 Goiás)

Dados do Censo 2022, que levantou pela primeira vez um conjunto inédito de informações básicas sobre pessoas quilombolas que vivem no país, revelaram que Goiás é o 8º colocado no ranking de pessoas quilombolas residentes no estado. Dentre os mais de 7 milhões de habitantes, 30.387 são quilombolas.

Entre os municípios, Cavalcante é o maior do estado em número de pessoas quilombolas, com 57,08%. Esse percentual é o terceiro maior do país, ficando atrás apenas de Alcântara, no Maranhão (84,57%) e Berilo, em Minas Gerais (58,37%). Assim sendo, o município do nordeste goiano integra o grupo das cinco cidades que têm mais de 50% de sua população declarada quilombola.

No âmbito nacional, são 1.696 municípios com moradores quilombolas, cerca de 30% dos 5.570 existentes em território nacional, totalizando 1,3 milhão de pessoas. Esse número representa 0,65% dos 203,1 milhões de habitantes do país.

No Brasil, de 72,4 milhões de domicílios particulares permanentes ocupados, 473.970 têm pelo menos um morador quilombola, correspondendo a 0,65% dos domicílios. Em Goiás, conforme o levantamento, dos 2,6 milhões de domicílios ocupados, 12.399 têm pelo menos um morador quilombola. Em comparação com os outros estados, Goiás tem o sétimo maior número de domicílios, com pelo menos um quilombola.

Analisando o mesmo quesito, 65 municípios goianos têm ao menos um quilombola por domicílio, dos quais, Cavalcante ocupa a primeira posição em números absolutos (1.978). Em seguida vem: Niquelândia (962 domicílios), Flores de Goiás (913 domicílios), Minaçu (764 domicílios), Mineiros (563 domicílios), Barro Alto (563 domicílios), Uruaçu (508 domicílios), Monte Alegre de Goiás (499 domicílios), Cidade Ocidental (494 domicílios) e Professor Jamil (483 domicílios).

Quilombola é o termo utilizado para identificar aqueles "remanescentes de comunidades dos quilombos". Os quilombos, por sua vez, surgiram na época da colonização brasileira como resposta à violência praticada pelos portugueses contra os negros trazidos à força da África para o Brasil. Acredita-se que os primeiros registros desse tipo de formação são da década de 1570.

Censo Demográfico 2022
Conforme frisou o IBGE, "pela primeira vez em um levantamento censitário brasileiro, a população quilombola foi identificada, enquanto grupo étnico, no mais importante retrato demográfico, geográfico e socioeconômico do país". Assim sendo, o Censo Demográfico 2022 fez um recorte para abordar as características desse contingente populacional, ao inserir nos questionários, com metodologia adaptada, as perguntas: "Você se considera quilombola?" e "Qual o nome da sua comunidade?".

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Emprego

Percentual de jovens que não estudam nem trabalham é o menor da série histórica, diz IBGE

Os 10,3 milhões de jovens sem ocupação e sem estudo equivalem a 21,2% da população estimada nesta faixa etária, entre 15 e 29 anos

Modificado em 04/12/2024, 15:43

O jovem que não estuda nem trabalha também é chamado de 'nem-nem', no entanto, uma parcela do grupo pode exercer atividades não renumeradas dentro de casa, sem que haja vínculo empregatício

O jovem que não estuda nem trabalha também é chamado de 'nem-nem', no entanto, uma parcela do grupo pode exercer atividades não renumeradas dentro de casa, sem que haja vínculo empregatício (Banco de Imagens)

O Brasil atingiu em 2023 a taxa mínima histórica de jovens entre 15 e 29 anos que não estudavam nem trabalhavam, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os 10,3 milhões de jovens sem ocupação e sem estudo equivalem a 21,2% da população estimada nesta faixa etária, que era de 48,5 milhões. O resultado representa as menores taxas percentuais e os menores valores absolutos desde o início da série do instituto, em 2012. A mínima histórica anterior havia sido registrada em 2013, com 21,6%.

O jovem que não estuda nem trabalha também é chamado de 'nem-nem'. O IBGE, contudo, evita o termo, pois uma parcela desse grupo pode exercer atividades não renumeradas dentro de casa, sem que haja vínculo empregatício.

Segundo o IBGE, no entanto, a participação das mulheres negras (pretas e pardas) de 15 a 29 anos sem trabalhar e sem estudar teve avanço. O grupo, tradicionalmente mais afetado pela falta de estudo e trabalho, era composto por 4,6 milhões no ano passado, ou 45,2% do total de jovens na condição (em 2022, o índice foi de 43,3%). O número representa o maior percentual da série histórica.

Homens pretos e pardos (2,4 milhões ou 23,4%), mulheres brancas (1,9 milhões ou 18,9%) e homens brancos (1,2 milhões ou 11,2%) vieram na sequência.

Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais. A publicação analisa estatísticas obtidas da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), também do IBGE.

PERCENTUAL DE MULHERES NEGRAS CRESCE; MENOR RENDA DOMICILIAR TEM IMPACTO

A participação das mulheres negras aumentou, saindo de 43,3% em 2022 para 45,2% dentre os jovens sem ocupação ou trabalho. Segundo Denise Guichard Freire, uma das analistas da síntese do IBGE, o perfil mais afetado é o de jovens negras sem rede de apoio e que precisam cuidar de familiares.

"Elas não conseguem buscar uma colocação profissional ou estudar, porque não tem política pública para ajudá-las a sair da situação. Todos os outros, principalmente os homens, por não terem tantas responsabilidades, vivem essa condição temporariamente", diz.

Além disso, quanto menor o rendimento domiciliar, maior é a parcela de jovens que não estudam e nem estão ocupados. Em 2023, 49,3% dos jovens dos domicílios 10% mais pobres estavam nesta condição - um em cada dois, a mesma taxa de 2022. No início da série histórica, em 2012, o percentual era de 41,9%.

A taxa é 2,3 vezes maior do que a média dos jovens brasileiros 'nem-nem' (21,2%).

Segundo o instituto, no intervalo entre 2022 e 2023, o total de jovens que não estudam e não estão ocupados recuou 4,9%, devido à melhora de 11,9% entre mulheres brancas e de 9,3% entre homens pretos ou pardos.

A melhora está associada à retomada do mercado de trabalho e ao crescimento do nível de ocupação. O IBGE, no entanto, ponderou que o total de jovens de 15 a 29 anos tem diminuído nos últimos anos, o que impacta o índice.

"Quando tem crise, os jovens saem do mercado de trabalho. Com a retomada da economia, há uma redução dos que somente estudam e dos que não estudam e não estão ocupados", diz Denise.

O dado da Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE, reforça um cenário revelado pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) Educação de 2023. Divulgada em março deste ano, a pesquisa afirmava que 9,6 milhões de jovens estavam sem estudar e sem trabalhar, dado que correspondia a quase um quinto (19,8%) da população com idade entre 15 e 29 anos.

Geral

Municípios disputam traçado da BR-010

DNIT dá prazo até final do ano para ter o projeto da via que liga Brasília a Belém. Trecho entre Goiás e Tocantins está indefinido

Modificado em 17/09/2024, 16:22

Municípios disputam traçado da BR-010

O traçado da BR-010 é alvo de uma disputa entre municípios das regiões Norte e Nordeste de Goiás que já dura cerca de quatro anos em razão da indefinição do governo federal sobre por onde passará a rodovia. As cidades querem que a rodovia passe o mais próximo possível de seu perímetro urbano, como uma maneira de levar desenvolvimento aos municípios. O projeto original da via, da década de 1960, atende os desejos dos munícipes de Cavalcante, mas em 2020, quando havia a previsão de a obra sair do papel, um novo traçado foi definido em um estudo técnico do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA) apontou um traçado mais distante de Cavalcante, sob o argumento de impactar menos o território calunga, um povoado quilombola no município de Cavalcante. Na época, a previsão do governo federal era de que a obra fosse licitada até 2023, o que não ocorreu. Nesse interím, os munícipes de Campos Belos (GO) e Arraias (TO), além de Monte Alegre (GO), se manifestaram por um novo traçado da BR-010, em que a rodovia federal seguiria a via estadual GO-118, que liga Brasília (DF) a Palmas (TO).

A justificativa, neste caso, é que a construção da BR-010 em um novo caminho faria com que o movimento da GO-118 reduzisse, visto que a rodovia federal teria melhores condições de trafegabilidade, pistas duplas e mais atrativo aos motoristas. Uma manifestação em fevereiro, encabeçada pelo Fórum Popular Pró Cidades Eixo BR-010, buscava apoio para manter o caminho usado hoje para chegar a Palmas, mas sendo federalizado e passando a ser a BR-010. A ideia se deu a partir da intenção do governo estadual em federalizar rodovias estaduais, como já ocorre em outros estados, inclusive no Tocantins.

O governo goiano já propôs a federalização de cinco trechos rodoviários estaduais, sendo um deles a GO-118, sob a justificativa de serem vias radiais que ligam Goiás a outro estado da União, no caso ao Tocantins. O governo federal formou um comitê, em fevereiro deste ano, no Ministério dos Transportes, para analisar a federalização de trechos estaduais, mas ainda não há uma determinação sobre isso. Em janeiro, uma portaria federalizou parte da GO-118, e, segundo o DNIT, este trecho, entre Planaltina e Porto Real, faz parte da BR-010, mas ainda não tem projeto para o local.

O argumento do Fórum Popular Pró Cidades Eixo BR-010 é que a federalização do trecho e o fim do projeto de um traçado próprio para a rodovia federal reduziria o gasto público na construção da estrada e beneficiaria as cidades do Nordeste goiano e Sudeste tocantinense. Prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga (PSB) afirma que estas cidades já são beneficiadas com a rodovia estadual, enquanto que o município que administra e Paranã (TO) estão sem qualquer benefício. "Somos o sexto maior município de Goiás em extensão e só tem 11 quilômetros de estrada asfaltada que nos liga a uma cidade. São mais de 3 mil quilômetros de estradas vicinais sem asfalto, sem estrutura, não tem linha de ônibus, não tem saída", explica.

No último dia 16, foi a vez dos munícipes de Cavalcante protestarem para manutenção do traçado original, apontando justamente que este projeto é o idealizado para a região e deveria ser mantido. Vilmar conta que nesta semana apresentou um ofício para o DNIT questionando a situação da BR-010, obra que está citada para ser feita no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. "Eu quero ter uma resposta oficial sobre como está essa questão do traçado e da obra em si. Já tem um tempo que falam que iam fazer, que iam licitar, ainda no governo anterior. Agora estivemos com o vice-presidente (Geraldo Alckmin), mostramos a nossa situação, mas não temos nada definido. A gente quer manter o traçado original e que a obra comece logo."

Oficial

Em resposta ao jornal, o DNIT, que é o órgão responsável pela administração das rodovias federais, confirma que já recebeu a demanda do traçado da BR-010. "No processo houve uma solicitação de alteração do traçado. A alternativa considerada no projeto foi a 01, mais viável do EVTEA", informou o órgão. A Alternativa 01 citada é a que contempla parte da rodovia GO-118, até Terezina de Goiás, as pontes sobre os rios Bezerra e São Domingos, bem como Riacho Fundo, conforme imagem anexa, no trecho que não beneficia nenhuma das cidades que têm se manifestado publicamente pelo traçado.

"O EVTEA engloba a alternativa 01 e o contrato de elaboração de projetos engloba o segmento em Goiás do km 272,70 ao km 305,00 (segmento A: Subtrecho Entr. GO-118 - Div. GO/TO (Rio Paranã) (km 272,70 ao km 305,00) - de Porto Real (GO) até a divisa GO/TO - e segmento B: Subtrecho Div. GO/TO (Rio Paranã) - Entr. BR-242 (km 0,00 ao km 93,80), no qual os projetos são elaborados pela contratada, tendo como base a Alternativa 01."

A previsão de conclusão dos projetos é dezembro deste ano, mas ainda pode ser prorrogada em caso de necessidade, segundo o DNIT. "O início das obras dependerá da conclusão dos projetos e de um procedimento licitatório. Como os projetos Básico e Executivo de Engenharia para Implantação e Pavimentação com Adequação de Capacidade e Melhoria da Segurança na BR-010/GO/TO ainda estão em desenvolvimento, não há ainda definições finais acerca dos custos da obra."

Geral

45% dos goianos com mais de 25 anos não concluíram o ensino médio

Homens são os que menos terminam os estudos em Goiás. Dados da Pnad Contínua Educação 2023, divulgados nesta sexta-feira (22), mostram ainda que só 26% das crianças de 0 a 3 anos estão em creches

Modificado em 17/09/2024, 16:18

45% dos goianos com mais de 25 anos não concluíram o ensino médio

++GABRIELLA BRAGA++

Apesar da redução no porcentual de pessoas com mais de 25 anos que não concluíram o ensino médio desde 2016, Goiás ainda conta com 45,2% da população nesta faixa etária que deixaram a escola sem finalizar a última etapa da educação básica obrigatória. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação 2023 mostram que os homens são os que menos terminam os estudos.

A pesquisa produzida anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi divulgada nesta sexta-feira (22) e aponta para uma tendência de crescimento do nível de instrução da população com a conclusão da educação básica obrigatória, que envolve toda a trajetória escolar do aluno, até o ensino médio. Calcula-se ainda a educação superior, etapa de ensino facultativa.

Em 2016, mais da metade da população goiana com mais de 25 anos havia encerrado os estudos antes da conclusão do ensino médio. A reversão do cenário só foi visualizada em 2022, quando 48,2% não haviam concluído. Vale lembrar que nos anos de 2020 e 2021 a pesquisa não foi realizada. A mudança de tendência para as mulheres já pode ser observada em 2018. Naquele ano, metade havia finalizado os estudos na educação básica.

Em Goiás, para os homens, a reversão foi mais lenta. Apenas no ano passado se registrou menos da metade (47,7%) dos homens sem a conclusão da etapa de ensino obrigatória. No mesmo ano, as mulheres já alcançavam um porcentual ainda menor que o total registrado considerando ambos os sexos: 42,8%.

Superintendente do IBGE em Goiás, Edson Roberto Vieira pontua que os papéis de gênero têm impacto também na formação de homens e mulheres. Ele pondera que, historicamente, as mulheres tiveram mais dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. Por isso, a permanência nas escolas se torna maior e, consequentemente, a conclusão dos estudos.

Conforme ele, fatores como a falta de creches impactam no acesso ao mercado de trabalho por parte das mulheres. E é um dos pontos elencados pela Pnad Contínua Educação. Apenas 26,6% das crianças de 0 a 3 anos estão nas creches. Mesmo com o aumento, o porcentual aponta para a problemática da oferta na educação infantil, que é conduzida majoritariamente nas redes municipais de ensino.

O jornal retratou em diferentes ocasiões a barreira que mães enfrentam para conseguir uma vaga para os filhos em Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e Centros de Educação Infantil (CEIs) de Goiânia. Há um déficit de 9,5 mil matrículas nas unidades de ensino da capital. Enquanto isso, muitas mulheres deixam os empregos, ou não conseguem retornar ao mercado de trabalho, pela ausência de um local seguro para deixar as crianças.

Para o superintendente do IBGE em Goiás, os dados que apontam que 45,2% dos goianos em idade acima de 25 anos não concluíram os estudos também estão ligados às altas taxas de abandono escolar no ensino médio, a última etapa obrigatória. "Tem uma maior repetência (reprovação) e evasão", pontua.

Ele destaca ainda que há uma correlação entre a escolaridade, e as posições no mercado de trabalho que serão ocupadas. "O salário está diretamente ligado à produtividade", diz, explicando que a produtividade está relacionada à capacidade de uma pessoa concluir uma atividade mais rápida. "E quanto mais estuda, mais consegue ser produtivo", conclui.

Vieira também pontua que, pelo recorte racial, a população preta e parda é a que mais sofre com a falta de escolaridade. Além da necessidade de ingressar antes no mercado de trabalho, o superintendente pondera que os salários são mais inferiores. "Entra em um ciclo vicioso", comenta. Em 2023, 49,5% dos pretos e pardos com mais de 25 anos não haviam concluído o ensino obrigatório. Por outro lado, o porcentual para os brancos chegou a 37,6%.

Analfabetismo é maior para idosos, homens, pretos e pardos

A Pnad Contínua Educação 2023 mostra ainda para a tendência de queda na taxa de analfabetismo em Goiás e em todo o Brasil. A situação é mais evidente nas idades mais avançadas. O grupo populacional mais idoso tem a maior proporção de analfabetos, que são aquelas pessoas que não sabem nem ler e nem escrever.

No estado, houve redução para todas as faixas etárias. A queda foi ainda maior para a faixa etária de 60 anos ou mais, que saiu de 24,4%, em 2016, para 14,2%, em 2023. Ao mesmo tempo, o grupo de 40 anos ou mais reduziu de 11,8% para 7,5%, respectivamente.

Considerando a população com idade de 25 anos ou mais, a diminuição foi de cerca de dois pontos porcentuais, ficando em 4,9% de analfabetismo no último ano. O cenário se repete para aqueles com 18 anos ou mais, ou 15 anos ou mais. Com a queda de dois pontos porcentuais, ficaram em 4,2% e 4%, respectivamente.

O recorte por gênero mostra que os homens são mais analfabetos que as mulheres, independente de faixa etária. Para aqueles com idade de 15 anos ou mais, a taxa ficou em 4,2% em 2023. No caso de quem possui mais de 60 anos, o analfabetismo alcançou 14,4% do grupo populacional. Já as mulheres permaneceram em 3,8% e 14%, respectivamente.

Pelo recorte racial, é evidente que a população preta e parda acima de 60 anos é ainda mais afetada. Em 2016, o grupo chegava a 30,9% de analfabetos. Sete anos depois, fechou em 17,6%. No entanto, para brancos, a taxa ficou em 9,8% no último ano, com redução de seis pontos porcentuais. No caso da faixa etária de 15 anos ou mais, a diferença é menos explícita: brancos (3,4%) e pretos/pardos (4,4%).

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Emprego

Concurso do IBGE com salários de até R$ 8,4 mil tem vagas para Goiás; veja como se inscrever

Órgão informou que serão 895 vagas no processo de seleção, que faz parte do Concurso Público Nacional Unificado

Modificado em 17/09/2024, 15:41

Concurso do IBGE com salários de até R$ 8,4 mil tem vagas para Goiás; veja como se inscrever

(Flaviana OX/Fesp Palmas/Divulgação)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abrirá nesta sexta-feira (19) as inscrições para cuncurso público com salário de até R$ 8 453,00. São 895 vagas que fazem parte do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) que foi divulgado pelo Governo Federal na quarta-feira (10). Conforme o órgão, existem vagas para cidades em Goiás.

Os interessados devem fazer a inscrição de 19 de janeiro a 9 de fevereiro na página oficial do órgão na internet. Para isso é preciso ter uma conta no gov.br . A prova está prevista para o dia 5 de maio. Segundo o IBGE, esse é o maior concurso já realizado na história do Instituto.

As vagas oferecidas pelo IBGE no CPNU estão distribuídas em sete dos oito blocos e cada candidato só poderá se inscrever para vagas de um determinado bloco, de acordo com sua trajetória acadêmica e interesse pessoal. As áreas profissionais são dividas por blocos de acordo com a especialidade.

Os cargos de pesquisador em informações geográficas e estatísticas tem salário inicial de R$ 10 233,67. Já as funções de nível médio para técnico em informações geográficas e estatísticas receberão R$ 4 008,24. As vagas de nível superior para analista de planejamento; gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas; e tecnologista em informações geográficas e estatísticas têm salário inicial de R$ 8 453,00.

De acordo com o IBGE, servidores federais permanentes têm direito aos benefícios de auxílio-saúde, auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio-creche, e outros. Para candidatos de nível superior, os aprovados poderão trabalhar em diversas localidades do território nacional, dependendo da função escolhida.

As vagas estão distribuidas da seguinte forma:

Bloco 1 - 133 vagas:

Infraestrutura
Exatas
Engenharias

Bloco 2 - 122 vagas:

Tecnologia
Dados
Informação

Bloco 3 - 29 vagas:

Ambiental
Agrário
Biológicas

Bloco 5 - 4 vagas:

Educação
Saúde
Desenvolvimento Social
Direitos Humanos

Bloco 6 - 32 vagas:

Setores Econômicos
Regulação

Bloco 7 - 275 vagas:

Gestão Governamental
Administração Pública

No bloco 8 estão 300 vagas de nível intermediário, e foram separadas em todos as regiões do país. A opção por uma ou mais regiões será feita pelo candidato no momento da inscrição.

91 no Sudeste
86 no Nordeste
47 no Norte
40 no Centro-Oeste
36 no Sul

Os editais de cada blocos temático, o cronograma do processo seletivo e outras informações, estão disponíveis na página oficial do concurso na internet.