Geral

Felipe Neto recebe apoio de Paulo Coelho, Patrícia Pillar e outras personalidades após ameaças

Nas redes sociais, escritores e artistas se manifestaram a favor do youtuber

Modificado em 25/09/2024, 00:51

Paulo Coelho e Patrícia Pillar são algumas das personalidades que saíram em defesa de Felipe Neto nas redes sociais

Paulo Coelho e Patrícia Pillar são algumas das personalidades que saíram em defesa de Felipe Neto nas redes sociais (Andreas Meier/Reuters/YouTube / @Felipe Neto/ Instagram/@patriciapillar)

A polêmica história sobre a Bienal do Livro no Rio de Janeiro e Felipe Neto ganhou mais um capítulo nesta terça-feira, 17.

Após afirmar que está sendo ameaçado e que teve de tirar a própria mãe do Brasil, o youtuber recebe o apoio de personalidades através das redes sociais.

"Não brinca com milicianos. Está fazendo o certo, mas realmente não se exponha. Qualquer coisa, pode vir até aqui - Genebra é super vigiada por causa dos muitos corpos diplomáticos. Se precisar, me acione por DM", escreveu Paulo Coelho no Twitter.

Felipe Neto respondeu: "Querido, você não faça ofertas assim que amanhã eu to batendo na sua porta".

Não brinca com milicianos. Está fazendo o certo, mas realmente não se exponha. Qualquer coisa pode vir até aqui - Genebra é super vigiada por causa dos muitos corpos diplomáticos. Se precisar, me acione por DM --- Paulo Coelho (@paulocoelho) September 16, 2019

Tudo começou quando o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, decidiu fazer uma busca na Bienal do Livro no Rio de Janeiro após saber que uma HQ da Marvel tinha uma ilustração de um beijo entre dois rapazes.

"Livros assim precisam estar embalados em plástico preto, lacrados e do lado de fora. A prefeitura está protegendo os menores da nossa cidade", disse.

A ação foi comentada inclusive pelo ilustrador britânico Jim Cheung - um dos autores da HQ Vingadores: A Cruzada das Crianças, quadrinho que foi a preocupação central do prefeito do Rio.

"Eu não sei o que causou o prefeito a perseguir um trabalho de uma década atrás, que já está à venda há muitos anos, mas posso dizer honestamente que não houve nenhuma motivação escondida ou agenda para promover qualquer estilo de vida, nem mirar uma única audiência", afirmou Cheung.

Diante do recolhimento da publicação da Marvel, Felipe Neto reagiu e anunciou, nas redes sociais, que iria comprar 14 mil exemplares de livros com conteúdo LGBT para distribuir no evento.

Assista ao vídeo:

ACABOU!!! CONSEGUIMOS DISTRIBUIR TODOS OS 14 MIL LIVROS ANTES DA CHEGADA DOS AGENTES DA CENSURA!!!!

Estamos todos muito emocionados e felizes! VENCEMOS!!! pic.twitter.com/8j9jrnJwMC --- Felipe Neto (@felipeneto) September 7, 2019

Após a polêmica na Bienal e depois de anunciar que estaria sofrendo ameaças, além do escritor Paulo Coelho, outras personalidades se posicionaram, como a atriz Patrícia Pillar. "No que puder ajudar, estou perto!", avisou.

No que eu puder ajudar, estou perto! @felipeneto https://t.co/ZgUO3iM1jf --- Patricia Pillar (@patriciapillar) September 17, 2019

Afinal, quem é Felipe Neto? Quais são as principais polêmicas envolvendo o youtuber? E por que você precisa saber mais sobre ele? A reportagem do E+ fez um arquivo com os momentos mais marcantes, até agora, do influenciador digital que tem quase 35 milhões de inscritos só no canal dele no Youtube.

IcEsporte

Esporte

Com apoio de estatal, Goiás Vôlei já monta elenco para a disputa da Superliga

Time esmeraldino, que já possui acordos financeiros, não deve encontrar dificuldades para o retorno da equipe à elite nacional

Modificado em 17/09/2024, 16:28

Jogadores do Goiás Vôlei comemoram ponto sobre a Neurologia Ativa na final da Superliga B masculina

Jogadores do Goiás Vôlei comemoram ponto sobre a Neurologia Ativa na final da Superliga B masculina
 (Wesley Costa)

Diferente da Neurologia Ativa, o atual campeão da Superliga B, o Saneago/Goiás Vôlei, já possui acordos financeiros para a próxima temporada e não deve encontrar problemas para disputar a Superliga A. O time esmeraldino segue em processo de formação de elenco, vai anunciar novos jogadores nos próximos dias e estabelece metas para o retorno à elite nacional.

No aspecto financeiro, o principal parceiro da equipe esmeraldina é a Saneago, empresa de saneamento básico em Goiás. O atual acordo é válido até o dia 31 de outubro deste ano e tem valor de R$ 600 mil. Esse montante foi pago em uma única parcela após assinatura do contrato, no ano passado.

A parceria da Saneago é com a Associação Esportiva Vôlei Pró, que é a detentora da vaga goiana na Superliga A. O primeiro vínculo entre as empresas foi firmado em 2022, com valor de R$ 311.096,92. No ano seguinte, o acordo foi renovado pelo montante de R$ 600 mil.

A associação já deu entrada nos documentos para renovação de contrato junto à Saneago. O valor do próximo contrato ainda não foi divulgado pelas partes, mas está confirmado que haverá aumento em relação ao atual vínculo.

O elenco esmeraldino segue de férias após o título da Superliga B, em abril. Segundo Ricardo Picinin, gestor do Goiás Vôlei, o grupo está praticamente pronto. Hoje, a equipe conta com 14 jogadores garantidos para a disputa da Superliga A. Nos últimos dias, as renovações do ponteiro e capitão Henrique Batagim, do ponteiro Rodrigo Leandro e do técnico Hítalo Machado foram anunciadas.

"São três nomes que foram fundamentais para nossa campanha do acesso e título. Já vínhamos conversando há alguns meses sobre essa possibilidade, deu tudo certo. Eles demonstraram muito interesse em ficar", comentou o dirigente.

"Nós estamos com o elenco praticamente montado. Faltam algumas peças. Na Superliga, queremos trabalhar com 16 a 18 jogadores. Então, devem chegar alguns reforços nos próximos dias", salientou Ricardo Picinin.

O Goiás Vôlei volta para a Superliga A depois de duas temporadas. Em 2021/22, o time goiano disputou a elite nacional e terminou a fase de classificação na 11ª colocação, a primeira dentro da zona de rebaixamento. O clube voltou à Superliga B e foi campeão nacional neste ano pela primeira vez desde o início do projeto em 2021.

"Naquela oportunidade nós montamos o time muito em cima da hora. Acredito que se tivesse mais tempo de treino, poderíamos ter tido outro resultado. Hoje, nós estamos justamente tendo tempo para montar o time. Vamos treinar bem antes. Obviamente que pensamos em permanência, é o primeiro objetivo, mas temos condições de buscar uma vaga nos playoffs", completou Ricardo Picinin.

Além de reforços e uma futura renovação do patrocínio master, o Goiás Vôlei deve definir em breve o local em que disputará seus jogos na elite. A tendência é que o clube esmeraldino continue atuando no Sesi Vila Canaã por causa de empecilhos na agenda do Goiânia Arena, que pode não ter vagas disponíveis para jogos da equipe na Superliga A.

IcEsporte

Esporte

Na Superliga, times goianos de vôlei torcem por investimentos e revelação de jogadores

Goiás Vôlei e Neurologia Ativa passam a planejar e viabilizar participação na próxima edição da elite nacional

Modificado em 17/09/2024, 16:09

Ataque da Neurologia Ativa encara bloqueio do Goiás Vôlei na final

Ataque da Neurologia Ativa encara bloqueio do Goiás Vôlei na final
 (Wesley Costa )

Finalistas da Superliga B, Goiás Vôlei (campeão) e Neurologia Ativa (vice-campeão) torcem para que duas consequências positivas surjam após a conclusão da inédita decisão goiana na competição nacional: que jovens se interessem pelo esporte e que investidores ajudem no crescimento da modalidade. As equipes entram de férias, sem deixar de lado a preparação para a disputa da Superliga A.

Goiás Vôlei e Neurologia Ativa decidiram a Superliga B em jogo único decisivo na última quarta-feira (24), em Goiânia, com vitória do Goiás por 3 sets a 1.

"Eu saí de Anápolis com 13 para 14 anos para São Paulo, minha mãe me colocou em um ônibus para eu buscar um sonho e deu certo. Estou aqui (no Goiânia Arena) com 7, 8 mil pessoas pela primeira vez na carreira. Esta final, os acessos, talvez isso nos ajude a revelar uma nova safra de jogadores que não precise sair daqui para praticar voleibol", comentou o ponteiro do Goiás Vôlei, Henrique Batagim, que atuou entre 2009 a 2023 em São Paulo, Minas Gerais e na Europa antes de retornar para vôlei goiano.

Quem não saiu do Estado e construiu carreira no vôlei goiano foi o líbero Murylo Almeida, da Neurologia Ativa. Goianiense, o jogador de 30 anos atuou por Monte Cristo, Anápolis Vôlei, Vila Nova e está na Neurologia desde 2020.

"Queríamos o acesso, conseguimos. Chegamos na final e óbvio que queríamos terminar com o título, mas não apaga nada do que fizemos desde o início em 2020. Mostramos que, em Goiás, existe voleibol de alto nível. Nosso objetivo também era mostrar que aqui há atletas. Muitos tiveram que sair daqui para jogar. Hoje, podem jogar em casa. Jovens podem ver que é possível jogar aqui", reforçou o atleta vice-campeão da Superliga B.

Para o técnico Derivaldo Mota, da Neurologia Ativa, as duas equipes estão subindo degraus há alguns anos e vivem um momento único. Agora, o foco é buscar ajuda financeira.

"O processo para jogar a Superliga A é difícil, os valores mudam, o investimento é maior e nós precisamos de apoio. Há investidores em Goiás, esperamos que nos ajudem a crescer. Estamos conversando muito sobre isso, não é um processo fácil. Nós fizemos nosso papel de buscar o acesso. Vamos trabalhar sem parar para encontrar as verbas necessárias para tocarmos na Superliga A", disse o treinador vice-campeão da Superliga B.

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) ainda divulgará detalhes, mas a temporada 2024/25 da Superliga A deve começar no final deste ano.

"Todo esse grupo de atletas e a gestão do projeto não deixaram de trabalhar. A parceria com o Goiás é um sucesso, tem muito a crescer e, agora, é pensar na Superliga A. Nós trabalhamos muito para criar uma mentalidade vencedora. Somos muito fortes nos finais dos sets, e eles (jogadores) se prepararam para viver momentos de pressão. Nosso grupo é muito bom, nível alto de qualidade técnica", completou o técnico Hítalo Machado, do campeão Goiás Vôlei.

Geral

Menina de 8 anos escreve livro para inspirar outras crianças

Criança de Anápolis busca ajuda para publicar história ainda neste ano

Modificado em 19/09/2024, 00:25

Julie venceu o medo de desenhar e transformou superação em livro

Julie venceu o medo de desenhar e transformou superação em livro (Arquivo pessoal/Rebeca Romero)

Jordana Rafaela

Quando sorri, a pequena Julie Romero Jorge, de apenas 8 anos, não consegue esconder as "janelinhas". As bonecas e demais brincadeiras comuns da idade ainda fazem parte do dia a dia. Mas a menina dá um exemplo de maturidade. "A gente não nasce sabendo, a gente cresce aprendendo" é uma lição que hoje ela faz questão de repetir. E foi com isso em mente que a criança, moradora de Anápolis, a 55 quilômetros de Goiânia, superou um dos primeiros desafios que teve de enfrentar em sua tenra idade.

Mãe de Julie, a jornalista Rebeca Romero conta que a filha tinha muita dificuldade para desenhar. "Nem casinha, nem boneco, nada. Ela tinha medo, porque, para ela, poderia 'sair ruim'", lembra. Mas graças ao apoio da professora na escola e da família, ela conseguiu superar o medo. "Ela ganhou da tia moldes de estilista, o que ajudou bastante", lembra Rebeca.

Julie decidiu transformar a experiência em livro ilustrativo, cuja história já está pronta. A menina conta que seu objetivo é que outras crianças se inspirem e se sintam encorajadas a vencer suas limitações, sejam elas quais forem. "Independentemente das dificuldades que elas têm, é preciso colocar uma ideia em prática para então aprender. Às vezes não vai sair perfeito de primeira, mas depois com o tempo e a prática todos aprendem a melhorar", diz.

A menina agora enfrenta mais um desafio: o de conseguir arrecadar dinheiro para a sonhada publicação do livro. "Ainda falta diagramar, ilustrar e preparar para publicar", afirma. Rebeca conta que o próprio pai de Julie, que é escritor, está fazendo a revisão. Porém, para todo o livro ficar pronto, ainda há as outras etapas, que têm custos. E não são baixos. "Somente a ilustração hoje é por volta de R$ 4 mil", afirma.

Julie já conseguiu apoiadores

Para encontrar apoiadores, a mãe ajudou a filha a publicar um vídeo nas redes sociais. Rebeca lembra que, após a postagem, algumas pessoas se disponibilizaram a ajudar. "Um amigo baixou o preço para fazer a ilustração, já que é uma história infantil", afirma. Contribuições financeiras também já foram feitas, mas, o mais importante, segundo a mãe, é o encorajamento que essas pessoas dão à filha. "Chegaram mensagens de incentivo, de admiração, por ela ser tão menina e ter esse sonho tão bonito."

Quem também quiser ajudar, pode enviar qualquer valor por meio do PIX, que tem a chave o celular 62993246631, banco C6. "Não coloque limites nos seus sonhos, coloque fé", diz a criança, que pretende realizar o sonho de ver o livro publicado ainda neste ano.

Geral

Onda de ameaças a escolas desaparece após medidas

Nenhuma mensagem de violência foi registrada pelas escolas públicas e privadas em Goiás desde o dia 19. Cenário de pânico ficou para trás e ações se voltam para a promoção da cultura de paz. Vigilância sobre redes sociais é apontada como ferramenta de controle

Modificado em 19/09/2024, 00:25

Policiais militares em monitoramento de escola: trabalho deve continuar e receber outras ferramentas

Policiais militares em monitoramento de escola: trabalho deve continuar e receber outras ferramentas
 (Diomício Gomes)

Desde o último dia 19, as escolas da rede estadual de Goiás não têm relato de mensagens referentes a supostos ataques, informou o superintendente de Segurança Escolar e Colégio Militar da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), coronel Mauro Ferreira Vilela. As unidades privadas também apresentam um momento de tranquilidade em relação a esta questão.

O cenário contrasta com o pânico instalado na comunidade escolar em Goiás até o início da última semana, quando uma onda de mensagens de supostos ataques circulou nas redes sociais. A situação deixou pais e professores preocupados e levou as instituições públicas a se mobilizarem para dar uma resposta ao momento de alerta.

O clima de tranquilidade nas unidades particulares é apontado pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Goiânia. Desde quinta-feira, não há registro de alguma mensagem de violência.

"A gente pretende agora passar para outra parte do projeto. Agora é um projeto de conscientização das famílias, articulação da psicologia escolar, trazendo as famílias para mais perto da escola, para dividir este problema", explica o presidente do Sepe Flávio Roberto de Castro, que também preside o Conselho Estadual de Educação.

No âmbito nacional, as denúncias de ameaças registradas no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) reduziram. O número de registros do tipo, que chegou a ser de 1.836 no último dia 11, foi de 84 na última segunda-feira (24), conforme reportagem publicada pelo portal UOL.

A reportagem solicitou, na tarde desta quinta-feira (27), as denúncias recebidas pelo MJSP referentes a Goiás, mas não houve resposta até o fechamento desta matéria.

Nesta quinta-feira (27), o ministro da Justiça, Flávio Dino, reforçou a disponibilidade de recursos para a segurança nas escolas e para as guardas municipais. São R$ 250 milhões. O reforço foi realizado em Fortaleza durante o lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci 2).

No último dia 12, a Seduc divulgou a portaria 1.867. O documento apresenta diretrizes para a segurança nas escolas. O texto tem validade de 90 dias. A principal medida prevista é a revista das mochilas dos estudantes por parte de servidores.

Neste intervalo de três meses, a secretaria planeja concluir a aquisição de detectores de metais portáteis, por meio de processo licitatório. A portaria trata de meios para o tratamento de situações críticas como a manutenção do sigilo da identidade do suposto autor de atos ou comportamentos violentos.

Na portaria da Seduc também está estipulada a determinação para que o Protocolo de Segurança Escolar seja revisto. "Nós estamos iniciando este trabalho. O protocolo foi feito em 2019, antes da pandemia, não tinha a sobrecarga (emocional) da pandemia. Não vamos fazer isto isoladamente, teremos participação da Procuradoria Geral do Estado (PGE), respeitando o que prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", detalha Vilela.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) também tem a percepção de que não há mais atualmente a grande circulação de mensagens de ameaças ao ambiente escolar em Goiás. O MP-GO criou um grupo de trabalho (GT) de prevenção à violência nas escolas.

Coordenadora do GT do MP-GO, a promotora de Justiça Liana Antunes Vieira Tormin afirma que o colegiado já desenvolveu um conjunto de diretrizes para membros do MP. São questões referentes a atuação criminal, saúde, educação e infância e juventude. "Com a expedição desta informação técnico-jurídica, o objetivo foi unificar e aprimorar atuação do MP-GO em ações contra violência e fornecer suporte para que o promotor de justiça consiga atuar de forma eficaz nesta questão", explica a coordenadora do GT.

A semana passada foi marcada por uma série de medidas de sensibilização para a cultura de paz na rede estadual. Alunos dedicaram parte do tempo para momentos de reflexão, entre outras ações. Escolas foram enfeitas com balões para chamar a atenção para a necessidade de tratar da paz.

Monitoramento deve ser aprimorado

O superintendente de Segurança Escolar e Colégio Militar da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Mauro Ferreira Vilela, afirma que haverá investimentos em inteligência artificial. O objetivo é haver uma combinação de tecnologias que torne o ambiente escolar mais seguro. "Colocar câmeras no meio externo, fazendo com que haja uma cerca virtual. Quando alguém tentar pular o muro, o alarme vai disparar", exemplifica.

As visitas da PM-GO às escolas devem continuar. Vilela também destaca que a integração entre a Seduc e a SSP-GO com troca de informações foi importante para reverter a situação crítica do início do mês.

Além disto, ele pontua a relevância do acompanhamento dos filhos pelos pais e atribui parte do problema às redes sociais. "As redes sociais é que fomentaram (a replicação de conteúdo) porque não quiseram fazer controle", acredita.

À época da crise, conforme Vilela, ao menos 80% das unidades de ensino da rede estadual receberam ao menos uma mensagem de ameaça. A rede tem mais de 500 unidades de ensino, algumas com mais de 3 mil alunos.

A mobilização das instituições públicas envolveu as forças policiais na apuração das mensagens. Foram apreendidos 55 adolescentes, conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO).

A reportagem contatou a Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai). O titular da especializada, delegado Queops de Lourdes Barreto Silva, informou que parte está presa e outros estão em liberdade. "Todos estão sendo julgados", frisou o investigador. No dia 20 de abril, O jornal revelou que 18 já haviam sido apreendidos e internados.

Ao todo, a SSP-GO divulgou que houve 78 adolescentes com algum envolvimento nas ações de ameaça. O trabalho de inteligência mostrou que 78,9% deles eram do gênero masculino e a faixa etária predominante de 14 e 15 anos. A maioria estava matriculada em escola pública (80,9%) - o ensino público tem a grande maioria dos alunos - e os demais na rede privada. Os dados revelam ainda que 33,3% dos genitores têm antecedentes criminais. (Colaborou Mariana Carneiro)