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Preços de alimentos do dia a dia sobem até 172% em Goiânia

Itens como cenoura e tomate mais do que dobraram de valor em um ano na capital goiana e ‘prato feito’ está mais salgado

Modificado em 20/09/2024, 00:14

Preço de alimentos básicos como tomate e alface tiveram alta expressiva em um ano

Preço de alimentos básicos como tomate e alface tiveram alta expressiva em um ano (Shutterstock)

Os preços dos alimentos comuns no dia a dia dos brasileiros tiveram um salto que representa os efeitos da inflação na mesa. Em Goiás, de acordo com dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE, há itens que mais do que dobraram de valor em um ano na capital goiana.

Entre o que mais teve aumento de abril deste ano para o mesmo mês de 2021, aparece a disparada da cenoura (172,91%) e do tomate (115,25%). Se para montar o comum "prato feito" era preciso gastar R$77, o valor passou a R$100 em Goiânia, conforme média de aumento captada pelo IBGE.

Neste prato que muitas famílias têm costume de preparar, o único item que teve redução foi o arroz (-11,53%). Além do tomate, os outros componentes tiveram aumento: feijão (7,32%), carne bovina -- alcatra -- (9,98%), alface (6,22%), ovo (13,38%) e batata (66,07%).

Oferta
O que tem pressionado os valores praticados no mercado, como explica o coordenador Institucional do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Leonardo Machado, é a redução da oferta. "Produtos mais perecíveis como tomate e cenoura são prejudicados pelo frio, a batata também, o que prejudica a oferta no mercado", pontua sobre alta que pode continuar.

Sobre movimentos que ocorrem ao longo do ano, o especialista pontua que o feijão, por exemplo, tem tido uma queda constante de área plantada, sofre com geadas em estados como Minas Gerais e São Paulo e isso prejudica também a quantidade disponível no mercado, o que termina por fazer subir o preço.

A seca também influenciou desde 2021 os valores dos alimentos. Um dos exemplos é o café, que teve alta de 71,02%, e foi prejudicado pelo clima. "O Brasil é o maior produtor, mas, como quebrou a safra passada, ainda há reflexo."

Por outro lado, commodities como a carne têm impacto de flutuações cambiais. Já o arroz, que foi alimento que já esteve em alta, a produção aumentou. "Por isso, respondeu com redução de preço e chegamos ao cenário de hoje. Naquela época, o aumento estimulou o crescimento da produção."

Cenário futuro
Com alimentos básicos em alta, há preocupação com o cenário futuro. No campo, custos elevados em mais de 100% em insumos, especialmente dos fertilizantes, mantém o alerta. "Isso tem pressionado o setor produtivo rural, além da questão cambial há a guerra na Ucrânia e isso preocupa produtores para a próxima safra."

Assessor de Investimento da Blue 3, Bruno Malheiros pontua que já há expectativa de aumento da inflação dos alimentos. "A XP revisou para 9,2% a expectativa de inflação em 2022 (a previsão anterior apontava para 7,4%). Para o ano que vem, a estimativa é de que na parte de alimentos da inflação cresça 3,5%", ressalta.

Ele avalia que a inflação alta a nível global é um ponto de preocupação, além disso lembra que a quebra de cadeias durante a pandemia ainda não perdeu o efeito sobre o preço de diversos itens. "Além disso, há o agravante da guerra e a alta dos combustíveis, que faz parte da composição do preço dos alimentos." Os custos de serviços também é outro ponto que destaca como explicação para alta da inflação.

Como o salário muitas vezes não acompanha essas altas, ele ressalta a importância de avaliar se há reajustes ou rendimentos acima da inflação. "É isso que conta no fim do dia. E a inflação não é igual para todos, temos que lembrar que é uma média. É preciso pesquisar, substituir alimentos para montar uma cesta nutritiva gastando menos possível."

Evolução dos alimentos em Goiânia

Veja variação de preço de abril de 2021 para a abril de 2022

Prato feito
Arroz: -9,41%
Feijão carioca: 7,32%
Batata inglesa: 66,07%
Tomate: 115,25%
Alface: 6,22%
Alcatra: 9,98%
Ovo de galinha:13,38%

Os preços que mais caíram e os que mais subiram

O que mais subiu
Cenoura: 172,91%
Tomate: 115,25%
Repolho: 98,33%
Café moído: 71,02%
Batata inglesa: 66,07

O que ficou mais barato
Arroz: -9,41%
Alho: -764%
Banana maçã: -7,05
Batata doce: -4,47
Laranja pêra: -2,41

Fonte: IPCA-IBG

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Remédios devem ficar até 5,06% mais caros a partir de segunda-feira (31)

Percentual, que serve como teto para as farmacêuticas, corresponde à inflação medida pelo IPCA

Estimativa baseada na fórmula de cálculo elaborada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) indica reajuste de até 5,06%

Estimativa baseada na fórmula de cálculo elaborada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) indica reajuste de até 5,06% (Divulgação )

A partir da próxima segunda-feira (31), os preços dos medicamentos em todo o Brasil ficarão mais caros. Estimativa baseada na fórmula de cálculo elaborada pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) indica reajuste de até 5,06%. O percentual, que serve como teto para as farmacêuticas, corresponde à inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro.

O reajuste médio, porém, deverá ser menor, ficando em 3,48%, o menor patamar desde 2018. Os números de 2025 serão divulgados até segunda pela Cmed, que é o órgão responsável pela regulamentação de preços. A autorização do reajuste aguarda a publicação no Diário Oficial da União.

O percentual de reajuste anual é calculado com base na inflação, da qual é descontada a produtividade da indústria farmacêutica e à qual são somados os custos de produção não captados pelo IPCA, como variação cambial, tarifas de energia elétrica e variação de preços de insumos.

O cálculo considera ainda três faixas de ajuste, de acordo com os níveis de concentração de mercado -do mais competitivo à menor concorrência.

Embora o novo reajuste passe a valer a partir de 31 de março, não significa que todos os medicamentos terão aumento imediato. O Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) afirma que a grande concorrência entre as empresas do setor farmacêutico regula e segura os preços dos medicamentos.

Segundo o sindicato, os fabricantes e farmácias podem optar por repassar os aumentos de forma gradual ou absorver parte dos custos. Além disso, medicamentos com o mesmo princípio ativo e para o mesmo tipo de tratamento são vendidos por diferentes empresas e em milhares de pontos de venda, o que favorece a concorrência e pode segurar os preços.

Para quem depende de medicamentos de uso contínuo, a recomendação é pesquisar preços e aproveitar promoções para minimizar o impacto do reajuste. Além disso, programas de desconto oferecidos por laboratórios e farmácias podem ajudar a minimizar o impacto no bolso.

Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma, afirma que, dependendo da reposição de estoques e das estratégias comerciais, aumentos podem demorar meses ou até nem acontecer.

No ano passado, o reajuste máximo autorizado foi de 4,5%, menor patamar desde 2020.

O setor farmacêutico é o único segmento de bens de consumo da economia brasileira submetido ao controle de preços. As indústrias farmacêuticas estão autorizadas a reajustar os preços de seus produtos somente uma vez por ano.

Em nota, o Sindusfarma diz que, no marco do atual modelo de controle de preços de medicamentos, "as empresas do setor têm notórias dificuldades para equilibrar suas contas. Na série histórica, o reajuste acumulado de preços de medicamentos está abaixo da inflação geral (IPCA)".

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Inflação leva a novos hábitos e reativa dispensa

Alta de preços obriga a adotar estratégias para reduzir impacto no orçamento; planejar, procurar descontos e evitar desperdício são dicas

Modificado em 22/03/2025, 08:09

Nilza Bonfim, presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores do Estado: é possível se organizar e fazer o dinheiro render um pouco mais

Nilza Bonfim, presidente do Movimento das Donas de Casa e Consumidores do Estado: é possível se organizar e fazer o dinheiro render um pouco mais (Fábio Lima / O Popular)

As sucessivas altas de preços trouxeram o fantasma da inflação de volta para a rotina das famílias. Apesar de alguns produtos terem reajustes mais expressivos e comentados nos últimos meses, como café, azeite e ovos, especialistas alertam que os aumentos são generalizados, exigem uma atenção extra ao orçamento e contribuem até para o aumento da inadimplência. Para tentar reduzir o impacto das altas, consumidores têm adotado novos e antigos hábitos de consumo, como buscar mais promoções, substituir itens e até armazenar produtos que estejam em promoção.

A inflação acumulada nos últimos 12 meses em Goiânia, segundo o Índice de Preços aos Consumidor Amplo (IPCA), chegou aos 5,28%. Mas, se considerarmos só o café moído, por exemplo, no mesmo período, a alta já chega a assustadores 86,4% na capital. Só nos dois primeiros meses deste ano, a bebida subiu mais de 20% e o ovo de galinha ficou 15% mais caro para os goianienses.

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O Movimento das Donas de Casa e Consumidores do Estado (MDC-GO) tenta orientar as famílias cujo orçamento ficou mais apertado com cursos onde são oferecidas dicas de economia doméstica e finanças pessoais. "Controlar o orçamento está mais difícil, pois o salário não consegue acompanhar os preços. Mas ainda temos donas de casa que sabem se organizar e fazer o dinheiro render um pouco mais", garante a presidente do MDC-GO, Nilza Bonfim. Ela lembra que o valor do salário já deveria ser de mais de R$ 3 mil para cobrir os gastos básicos das famílias, mas os governos nada têm feito a respeito.

Para a dona de casa, um saco de 5 quilos de arroz por mais de R$ 30 é inviável no orçamento das famílias mais carentes. Por isso, uma das principais dicas do MDC-GO, que serão colocadas nas redes sociais do Movimento nos próximos dias, é a substituição de produtos mais caros por outros mais baratos. "As pessoas ficam muito ligadas a marcas nobres. Mas é preciso conhecer e testar novos produtos com preços melhores e que podem ser tão bons como as marcas premium", alerta.

Para Nilza Bonfim, a compra semanal em busca de promoções ainda é a mais recomendada para conseguir descontos. "Cada supermercado faz promoções de produtos específicos em determinados dias, quando é possível encontrar preços menores, principalmente nos setores de carnes e verduras", adverte. Outra dica é comprar o básico que será consumido na semana para evitar desperdícios. "Precisamos aprender a reaproveitar e a comprar frutas e verduras de época e na quantidade certa que vamos consumir na semana", orienta.

Ela lembra que é possível substituir carnes de primeira por vários cortes mais baratos de segunda para fazer uma carne de panela ou um ensopado, por exemplo, além de consumir mais frango e suínos, que estão com preços mais em conta. "As pessoas não costumam ter uma regra de compra e vão às compras muito por impulso. Enchem a geladeira, não consomem e acabam jogando muita coisa fora", alerta.

Outra sugestão do MDC para evitar desperdícios é fazer um cardápio prévio para a semana. "Você faz quatro variedades de cardápios semanais. Um para cada semana do mês. Com planejamento, a família acaba comprando só o que precisa mesmo. A economia é doméstica e 80% dela é controlada em casa", adverte Nilza Bonfim.

Promoções
Para o presidente da Associação Goiana de Supermercados (Agos), Sirlei do Couto, os reajustes têm acometido mais produtos pontuais, como café, ovos, arroz e azeite. Para ajudar os clientes a reduzirem o impacto da inflação no orçamento e manter as vendas, os supermercados têm feito mais promoções diárias, com ofertas de produtos específicos para cada dia da semana, a fim de incentivar o cliente a economizar.

Couto ressalta que preços altos também são ruins para os supermercados, que precisam reduzir a margem de lucro para manter as vendas num patamar aceitável. Por isso, a saída tem sido comprar volumes maiores de produtos não-perecíveis em busca de maiores descontos, como o café, que todo dia tem subido. "Compramos um volume maior para ter estoque e uma margem melhor para trabalhar", destaca o presidente da Agos.

Em um cenário de inflação elevada, Sirlei do Couto acredita que o consumidor está mais atento às promoções no varejo, como as que os supermercados fazem diariamente em cada seção de produtos, para tentar economizar. Segundo ele, muitos clientes já optam por levar uma quantidade maior destes itens com preço mais em conta.

"As pessoas perderam o hábito de estocar e vão muitas vezes ao supermercado ao longo do mês. Mas, hoje, quando há uma promoção de verdade, o melhor é comprar mais destes itens com preço mais em conta para estocar e evitar um novo aumento, apesar dos estabelecimentos limitarem o número de unidades por cliente nestas ações", ressalta Couto.

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Ovos devem ser guardados na geladeira ou em temperatura ambiente? Veja o que dizem nutricionistas

Especialistas explicam que alimento deve ser armazenado na geladeira, por conta da temperatura

Modificado em 09/02/2025, 13:29

Ovos na cartela

Ovos na cartela (Reprodução/Pixabay)

O ovo é um alimento importante na dieta e presente na alimentação de muitos brasileiros. Mas como armazená-los em casa de forma correta? É certo deixá-los na geladeira ou fora dela? Para responder a essas dúvidas, O POPULAR conversou com nutricionistas.

O nutricionista Daniel Damiani explica que a forma mais correta de armazenar os ovos é dentro da geladeira, se possível em um recipiente fechado.

Isso evita que os ovos fiquem em temperatura ambiente e existam trocas de calor. Essa exposição à luz solar e ao oxigênio, acaba oxidando o ovo, fazendo com que ele perca mais rápido", afirmou.

Já a nutricionista Karina Portilho destaca que os ovos devem ser armazenados na geladeira por conta da temperatura. "Se o ovo for consumido de forma rápida, tudo bem ficar fora da geladeira. Mas, hoje em dia, as pessoas compram [ovos] para demorar alguns dias para consumir, então a gente deixa [os ovos] na geladeira. Assim ele durará mais tempo", ressaltou.

Segundo a especialista, deixar os ovos na porta da geladeira não é indicado por conta da variação da temperatura.

Os alimentos que perdem facilmente não devem ser armazenados na porta, então, o ideal é que fiquem sempre no fundo da geladeira, de forma que o vento venha constantemente e mantenha a mesma temperatura", destacou.

Consumo

Daniel Damiani detalha que os ovos costumam durar de três a cinco semanas. "Mesmo assim, é importante sempre observar a questão da coloração da casca e cheiro. É bom olhar a validade dos ovos ao comprá-los, para verificar quando eles foram para a prateleira para ser vendido", pontuou.

Karina Portilho chama a atenção para o fato de que, para serem consumidos, os ovos não devem ter nenhum mínimo rachado na casca.

Se ele teve algum rachado significa que ele pode estar contaminado no seu interior. Há muitas pessoas que falam 'ah é só um rachadinho', mas não. Pode existir contaminação, então o ovo deve ser descartado", pontuou. De acordo com a nutricionista, uma dica é, ao comprar, tirar todos os ovos da caixa e verificar um a um se não há rachaduras.

Outra dica da especialista é verificar se o ovo é mais novo ou mais velho por meio da clara. "Quando o primeiro ovo for quebrado na frigideira, deve-se observar se a clara é bem líquida e se espalha. Se isso acontecer, significa que o ovo está mais velho, então ele precisa ser consumido mais rápido. Se a clara estiver bem aglutinada, juntinho da gema, significa que o ovo está mais novo, então ele pode ter um tempo maior de duração na geladeira", explicou.

Dieta

Daniel Damiani ressalta que o ovo é um dos principais alimentos proteicos, sendo o mais rico e saudável. Segundo ele, para uma dieta, quanto melhor for a proteína, melhores serão as questões de ganho de massa muscular e hormonal.

O ovo é um alimento rico e importante na dieta, se puder ser consumido pela pessoa. O ovo é um excelente alimento, um dos alimentos mais completos que a gente tem, perdendo apenas para o leite materno", destacou.

Segundo o especialista, a recomendação é de que não seja ultrapassado o consumo de 300 miligramas de colesterol por dia, e um ovo tem cerca de 180 miligramas. "Cada caso tem que ser analisado, mas o ideal é que se consuma apenas dois ovos por dia, para não ultrapassar muito esse limite dos 300 miligramas", completou.

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Nutricionista orienta sobre alimentação durante surto de diarreia

A Doença Diarreica Aguda tem aumento de casos nos meses de agosto e setembro. Especialista pontua ainda sobre cuidados com a comida para se evitar o surto

Modificado em 17/09/2024, 17:25

Nutricionista orienta sobre alimentação durante surto de diarreia

(Freepik)

A população goiana está sofrendo com diarreia. De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, 149 municípios possuem surtos ativos de Doença Diarreica Aguda (DDA) atualmente. O surto se caracteriza pela ocorrência de dois ou mais casos com relação de localização e tempo. No total, 26.756 casos foram notificados nos municípios no mês de agosto. Durante todo o ano de 2024, foram notificados em Goiás 168.488 casos.

Segundo o monitoramento de doenças diarreicas, é esperado o aumento de casos nos meses de agosto e setembro em todo o país, contudo a SES informou que desde o final de junho começou a identificar os casos. A diarreia aguda é um problema causado pela ingestão de alimentos, bebidas e água contaminados por microrganismos como bactérias, vírus e parasitas. Segundo a pasta, nos municípios goianos o rotavírus é a causa predominante.

A nutricionista Carolina Nobre, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, pontua como deve ser a alimentação para aqueles que estão na crise da diarreia. "Devem preferir as frutas sem casca e menos maduras e alimentos com mais amido como batata, arroz e macarrão. Além de vegetais cozidos. Evitar frituras, molhos, leite e derivados, frutas com casca, vegetais crus e todo e qualquer tipo de alimento industrializado", destaca.

Ela também salienta a necessidade de se hidratar. "Uma boa hidratação é muito importante nesses casos, pois na diarreia, além de água, se perde também muitos eletrólitos como sódio e potássio. A hidratação deve ser feita com água filtrada, água de coco e ainda com bebidas ou sachês com repositores hidroeletrolíticos. Em alguns casos, pode ser indicado o uso de soro endovenoso, cuja prescrição é médica".

Cuidados pré e pós contaminação
Para quem tomar medicamentos durante o surto diarreico, Carolina Nobre orienta sobre o que fazer depois. "Geralmente o uso de antibiótico é necessário durante a crise diarreica. O antibiótico mata as bactérias ruins, mas também mata as bactérias boas que colonizam nosso intestino. Por isso, sempre recomendo o uso de probiótico 30 dias depois de suspender o uso do antibiótico. Essa orientação serve para repor a microbiota intestinal que foi muito acometida pelas crises de diarreia intensa".

A nutricionista aponta formas para diminuir as chances de se contaminar com a doença. " A primeira é sempre lavar bem as mãos com água e sabão antes de manipular ou comer qualquer alimento. Durante esse período de surto é bom evitar comer fora de casa, pois a pessoa que manipula o alimento pode estar contaminada e não saber por ainda não ter desenvolvido os sintomas. Sugiro também sempre evitar comer alimentos crus, seja em casa ou fora, pois como o alimento não foi submetido a cocção fica mais difícil matar os microrganismos".

Higienizar os alimentos corretamente também diminui as chances de contrair essa e outras doenças. "As frutas, legumes e verduras devem ser levados em água corrente e em seguida imersos em uma bacia cobertos com solução clorada entre 10 e 15 minutos. Ela pode ser feita com água sanitária ou hipoclorito de sódio de 1,0%, sendo duas colheres de sopa do produto para cada litro de água. Em seguida enxaguar um a um em água corrente e própria para consumo", explica a especialista. "Lembrando que água com vinagre não é suficiente para eliminar os microorganismos e o detergente não deve ser utilizado para esta finalidade", completa.

Já para fortalecer o organismo para que se evite ser contaminado pelo surto de DDA, Carolina Nobre destaca o consumo de alguns alimentos. "De uma forma geral, uma alimentação saudável e colorida que garanta todos os nutrientes, em especial zinco, selênio e vitamina A para o corpo. Alguns são: carnes vermelhas, castanhas e oleaginosas como fontes de zinco, castanha do Pará, feijão e ovos como fonte de selênio e abóbora cabotiá e cenoura como fontes de vitamina A".